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A presidente da organização humanitária "Avós da Praça de Maio", Hebe de Bonafini (C), o vice-governador da província de Buenos Aires, Gabriel Mariotto (e), e o líder social Luis D'Elia participam de uma cerimônia no Estádio Luna Park, em Buenos Aires, em 12 de agosto de 2014.

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A organização humanitária "Avós da Praça de Maio" informou nesta sexta-feira que encontrou o 115º neto, duas semanas após o aparecimento de Guido Carlotto Montoya (Ignacio Hurban), neto da fundadora e líder histórica do grupo, Estela de Carlotto.

As avós convocaram uma entrevista coletiva para esta sexta-feira às 19h do horário local (o mesmo de Brasília) "para anunciar o feliz aparecimento da neta 115", afirmou a organização em um comunicado, sem revelar mais detalhes.

O jornal "La Nación" informou que se trata de uma mulher que vive na Europa e que seria neta de outra fundadora da organização.

O comunicado fez uma ressalva: "Diante dos rumores que circulam nos meios de comunicação e nas redes sociais, pedimos que a imprensa tenha responsabilidade e paciência para aguardar as informações oficiais sobre o caso, que serão tornadas públicas na coletiva de imprensa".

"Lembramos que a garantia da privacidade das vítimas é essencial para promover o bom relacionamento com a família biológica", completou.

Ignacio Hurban, que era procurado por 36 anos a partir do nome de Guido Carlotto – já que havia dúvidas sobre a identidade de seu pai -, fez um exame de DNA voluntariamente há três semanas. No início da semana passada, ele foi confirmado como neto da presidente das "Avós da Praça de Maio".

A organização foi criada em outubro de 1977, e o neto de De Carlotto foi o 114º neto a ser encontrado, entre as cerca de 500 crianças que nasceram em centros de prisão clandestinos e que foram tomadas por apoiadores do regime.

Assim que avó e neto se encontraram, evento acompanhado em detalhes pela mídia de todo o mundo, as "Avós da Praça de Maio" receberam uma avalanche de telefonemas de pessoas interessadas em informações para realizar testes de DNA.

Cerca de 30.000 pessoas estão desaparecidas, ou foram assassinadas durante a ditadura argentina, de acordo com agências humanitárias.

AFP