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A presidente das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, em Buenos Aires, no dia 8 de agosto de 2017

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As Avós da Praça de Maio anunciaram nesta terça-feira o triste esclarecimento de outros dois casos em sua busca de netos vítimas da ditadura argentina (1976-1983), ao identificarem duas mulheres assassinadas grávidas.

"Lamentavelmente, pela etapa da gestação e a data em que foram assassinadas Ramona Benítez de Amarilla e Susana Elena Ossola de Urra, estamos em condições de fechar duas novas histórias: são assim 124 casos resolvidos", disseram as Avós em um comunicado à imprensa.

A entidade humanitária contava até então com 122 casos de netos, cujas identidades foram restituídas. Quando eram bebês, foram roubados de seus pais, prisioneiros políticos que ainda estão desaparecidos. Calcula-se que tenha havido 400 filhos apropriados pelo regime ditatorial.

Os casos dos "filhos que não chegaram a nascer", segundo as Avós, foram identificados pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) por meio da Iniciativa Latino-Americana para a Identificação de Pessoas Desaparecidas.

"Estes casos relembram a virulência dos genocidas, que crivaram mulheres ainda com seu filho no ventre", indicou na declaração.

A organização disse que confia que "irá comunicar logo uma nova restituição com a alegria de saber que uma família e um homem ou mulher que viu corrompida a sua verdadeira história poderão conseguir este abraço tão necessário".

Benítez de Amarilla desapareceu em 16 de maio de 1976 e Ossola de Urra foi sequestrada em 22 de maio de 1976, as duas grávidas de três meses.

"Apesar da dor deste fim terrível, é reparador saber, pelo menos, a verdade sobre o seu destino", disseram as Avós.

Os restos mortais das mulheres foram encontrados e "recentemente o EAAF constatou a sua identidade", acrescentou a organização.

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AFP