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Foto divulgada no dia 7 de abril de 2017 pela agência síria SANA, na qual aparece o chefe sírio das Forças Armadas, Alí Abdulá Ayub

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Dois aviões militares decolaram da base aérea síria atacada pelos Estados Unidos e realizaram bombardeios nas proximidades, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"Os aparelhos decolaram da base de 'Al-Shaayrate, que está em parte em serviço de novo e atingiram alvos perto de Palmira", centro da Síria.

O diretor do Observatório, Rami Abdel Rahmane, não soube informar se os aviões eram sírios ou russos, mas assegurou que tiveram como alvo as zonas controladas pelos extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) na província central de Homs.

Em reação a um suposto ataque químico atribuído ao regime sírio, que deixou 86 mortos na cidade rebelde de Khan Sheikhun, no noroeste da Síria, os Estados Unidos dispararam na manhã desta sexta-feira 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a base de Al-Shaayrate de dois navios americanos no Mediterrâneo.

Serviços de Inteligência dos Estados Unidos estabeleceram que aeronaves sírias que lançaram o ataque haviam partido desta base, conhecida como um local de armazenamento de armas químicas antes de 2013, segundo o Pentágono.

Uma fonte militar síria indicou à AFP que o exército soube da ação americana e havia "tomado precauções", sobretudo ao deslocar aeronaves da base aérea visada.

Segundo o Pentágono, cerca de 20 aeronaves foram destruídas, mas a pista permanecia intacta.

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