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A decisão inclui a suspensão da "venda de passagens em rotas que conectam Caracas com Bogotá e Lima", acrescentou o texto

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A companhia aérea colombiana Avianca anunciou que a partir desta quinta-feira deixou de voar na Venezuela devido a "limitações operacionais", adiantando uma medida que iria aplicar a partir de 16 de agosto.

"Devido a limitações operacionais registradas nas últimas horas, a Avianca se vê obrigada a suspender a partir de hoje (quinta) suas operações na Venezuela, e NÃO a partir de 16 de agosto, como estava previsto", anunciou a empresa num comunicado.

A decisão inclui a suspensão da "venda de passagens em rotas que conectam Caracas com Bogotá e Lima", acrescentou o texto, afirmando que a "medida visa preservar a segurança".

Após operar na Venezuela por mais de 60 anos, a Avianca informou, nesta quarta-feira, que deixaria de voar no país em agosto, argumentando "dificuldades que a operação aérea vem encontrando" no país. A companhia notificou as autoridades aeronáuticas da Colômbia e da Venezuela.

A Venezuela enfrenta uma profunda crise econômica e política. Há quatro meses, protestos pedem a saída do presidente Nicolás Maduro, que vai realizar uma Assembleia Constituinte no próximo domingo.

A oposição organiza uma greve de 48h nesta quarta e quinta, em protesto.

A companhia indicou que os passageiros com passagens compradas para esta semana "estão sendo reacomodados em voos de outras companhias segundo disponibilidade" e que os que não conseguirem um novo voo terão "o valor integral da passagem reembolsado"

Avianca se soma à lista de companhias aéreas que suspenderam suas operações na Venezuela por causa de uma dívida do Estado com as empresas do setor, que chega a 3,8 bilhões de dólares, segundo uma fonte do ramo.

A colombiana, contudo, não alegou as restrições financeiras como motivo para suspender sua operação na Venezuela.

Em 30 de junho, a americana United Airlines fez seu último voo saindo do país.

A Air Canada suspendeu a operação em 2014, bem como a Aeroméxico. Alitalia engrossou a lista em 2015, e GOL, Latam e Lufthansa, em 2016.

AFP