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Soldados do Azerbaijão durante desfile militar na capital Baku em 28 de maio

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Oito soldados azerbaijanos morreram durante combates com militares armênios perto da região em disputa de Nagorno Karabaj - anunciou o Ministério da Defesa do Azerbaijão nesta sexta-feira.

As tropas armênias nesse enclave aumentaram sua atividade nos últimos dias e atacaram posições azerbaijanas, segundo as autoridades locais.

"Grupos de reconhecimento e de sabotagem das Forças Armadas armênias tentaram romper a linha de contato entre as tropas, ao largo de toda a frente", informou o Ministério, que assegurou que o ataque foi repelido.

Os confrontos duraram três dias, segundo o Azerbaijão.

Já na Armênia, uma fonte de alto escalão do Ministério da Defesa garantiu à AFP que foram os "grupos de sabotagem" azerbaijanos que tentaram invadir a Armênia e perderam 14 soldados no conflito.

Esses choques representam uma forte escalada da tensão em um território alvo de disputa entre ambos os países desde praticamente o fim da União Soviética.

Os Estados Unidos, que acompanham com atenção regularmente a situação do conflito, pediram nesta sexta "às partes a tomar medidas imediatas para amenizar as tensões e respeitar um cessar-fogo".

"Não há solução militar para o conflito", afirmou o Departamento de Estado em um comunicado, garantindo que seus diplomatas "estão preparados para contribuir para selar um acerto duradouro".

Segundo o analista militar azeri Uzeir Jafarov, "os confrontos abertos entre Azerbaijão e Armênia se multiplicaram, e ambos os lados sofreram baixas".

"O Azerbaijão não sofria tantas perdas desde março de 1994", declarou à AFP.

No ano passado, cerca de 20 soldados de ambos os países morreram em choques na fronteira.

Anexada ao Azerbaijão na era soviética, Nagorno Karabaj - região separatista com maioria de sua população armênia - foi a causa de uma guerra que deixou mais de 30 mil mortos e milhares de refugiados entre 1988 e 1994.

Um cessar-fogo foi firmado em 1994, mas Baku e Erevan não conseguiram chegar a um acordo sobre o "status" da região, que continua sendo motivo de tensão no Cáucaso do Sul. Essa área é considerada estratégica, já que se situa entre Irã, Rússia e Turquia.

AFP