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(Arquivo) O presidente e a primeira-dama do Azerbaijão

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O Azerbaijão pagou 2,5 bilhões de euros entre 2012 e 2014, em grande parte para subornar políticos no exterior, incluindo os do Conselho Europeu - revela uma investigação feita por jornais europeus sobre aquele país petroleiro do Cáucaso.

Publicada nesta terça-feira, a investigação "Laundromat" ("Lavanderia") foi dirigida em conjunto pela Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP) e por uma dezena de jornais, incluindo o francês "Le Monde", o alemão "Suddeutsche Zeitung" e o britânico "The Guardian".

A investigação de mais de 16.000 transações revelou um sistema para "lavar dinheiro de origem duvidosa, para financiar o padrão de vida dos caciques do regime e comprar, com dinheiro, amizades no exterior", apontou o "Le Monde".

Segundo o jornal francês, o Azerbaijão busca apoio em seu conflito com a Armênia sobre Nagorno Karabaj, procurando, sobretudo, "silenciar as críticas à repressão política orquestrada pelo clã do presidente Ilham Aliyev, no poder há 14 anos".

Antigas figuras da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa - especializadas na defesa dos direitos humanos - estão entre os beneficiários das quantias concedidas por essa ex-república soviética do Cáucaso.

Em junho, o Conselho da Europa nomeou três especialistas para investigar denúncias de corrupção contra alguns de seus membros, ou antigos membros, suspeitos de terem sido "comprados" por Baku. O objetivo era conseguir seu voto contra um informe, no qual se denunciava a situação dos presos políticos no Azerbaijão.

Os especialistas começaram seus trabalhos esta semana em Estrasburgo, segundo o site da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE), com sede nesta cidade do leste da França.

Essas audiências vão até quinta-feira "na mais absoluta confidencialidade", de acordo com o jornal.

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AFP