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Carles Puigdemont foi destituído pelo governo espanhol do cargo de presidente da Catalunha nesta sexta-feira (27), após o Parlamento da região declarar, unilateralmente, sua independência da Espanha

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A Bélgica poderia oferecer asilo ao líder separatista catalão Carles Puigdemont, sugeriu o ministro de Imigração belga, Theo Francken, um cenário desmentido pelo primeiro-ministro do país, Charles Michel.

Puigdemont foi destituído pelo governo espanhol do cargo de presidente da Catalunha nesta sexta-feira (27), após o Parlamento da região declarar, unilateralmente, sua independência da Espanha.

Ela está sendo investigado por supostos crimes de desobediência, apropriação indevida e prevaricação na organização do referendo ilegal de 1º de outubro e pode ser acusado de "rebelião", um crime pelo qual pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

O ministro belga de Imigração, Theo Francken, membro do partido separatista flamengo N-VA, questionou se Puigdemont poderá receber um julgamento justo e mencionou que ele poderia obter asilo na Bélgica, se solicitasse, ao ser questionado a sobre essa possibilidade por uma jornalista.

"Não é pouco realista (pensar que a Bélgica poderia proteger Puigdemont), em vista da situação atual", declarou Francken à emissora VTM no sábado.

"Tendo em conta a repressão exercida por Madri e as penas de prisão propostas, cabe questionar-se se ele poderá contar com uma audiência justa nos tribunais".

O primeiro-ministro belga, que governa em coalizão com o partido separatista N-VA, afirmou neste domingo que um pedido de asilo de Puigdemont não estava "absolutamente na ordem do dia". Ele reiterou seu apelo ao diálogo entre autoridades espanholas e catalãs.

"Eu peço a Theo Fracken para não colocar lenha na fogueira", declarou a agência Belga.

O vice-primeiro-ministro Alexander de Croo também rejeitou as propostas de Francken. "Não é inteligente fazer declarações deste tipo", avaliou.

"Tais propostas não ajudam e não constituem a posição do governo. É importante acalmar os ânimos, em vez de acirrá-los", garantiu o liberal flamengo à Belga.

As declarações de Francken foram consideradas inaceitáveis pelo porta-voz do Partido Popular (conservador), no poder na Bélgica, o deputado europeu Esteban Gonzalez Pons.

Tratam-se de "graves acusações contra o sistema judiciário espanhol", disse ele, que espera que "uma correção seja publicada imediatamente", segundo comunicado de seu partido. Francken "violou os princípios de solidariedade e colaboração leal entre os países-membros da UE", afirma a nota.

De qualquer forma, não há indícios de que o dirigente queira abandonar a Catalunha e, neste domingo, o vice-presidente do governo catalão destituído, Oriol Junqueras, afirmou que o presidente da Catalunha "é e vai continuar sendo Puigdemont".

Reino Unido, França, Alemanha e União Europeia manifestaram firme apoio ao governo espanhol. Charles Michel tinha pedido por uma "solução pacífica", com "respeito à ordem nacional e internacional".

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AFP