Navigation

Bachelet alerta para uso desproporcional da força na Bolívia

(Arquivo) A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. novembro 2019 - 16:09
(AFP)

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, denunciou neste sábado (16) "o uso desnecessário e desproporcional da força pela polícia e pelo Exército" que pode levar a situação na Bolívia a "sair do controle".

Bachelet destacou que 14 pessoas morreram nos seis dias seguintes ao exílio do ex-presidente Evo Morales no México e lamentou que as mortes parecem ser resultado do "uso desnecessário e desproporcional da força".

"Condeno essas mortes. Trata-se de um desenvolvimento extremamente perigoso, pois longe de apaziguar a violência, é possível que a agrave", acrescentou.

"Realmente me preocupa que a situação na Bolívia possa sair do controle se as autoridades não administrarem cuidadosamente, de acordo com as normas e padrões internacionais para o uso da força, e com um respeito pleno aos direitos humanos", declarou a Alta Comissária.

Ela acrescentou que "o país está dividido e pessoas dos diversos setores do espectro político se encontram indignadas. Em uma situação como esta, as ações repressivas por parte das autoridades simplesmente avivaram mais essa ira e podem colocar em risco qualquer caminho de diálogo possível".

A Alta Comissária pediu dados sobre o número de presos, feridos e mortos durante os protestos e solicitou "investigações rápidas, imparciais, transparentes e completas, para garantir uma prestação de contas total", indica o comunicado.

Além disso, pediu para as autoridades bolivianas deixarem de usar as forças militares em operações de ordem pública, mesmo durante protestos.

Asilado no México, Morales renunciou domingo após perder o apoio das Forças Armadas, na esteira de três semanas de protestos por sua questionada reeleição.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.