Sob pressão das ruas e das forças políticas e religiosas, as autoridades multiplicaram, neste sábado (12), a criação de comissões para investigar a morte de cerca de 100 manifestantes abatidos a tiros.

Entre 1º e 6 de outubro, pelo menos 108 pessoas foram mortas, e mais de 6.000, feridas, em Bagdá e no sul do país, de acordo com a comissão de Direitos Humanos instalada pelo governo.

A grande maioria era manifestantes pedindo emprego e serviços públicos, atingidos por balas disparadas por "franco-atiradores não identificados", afirmaram as autoridades.

Tanto para os defensores dos direitos humanos quanto para os iraquianos que conseguem se expressar nas redes sociais, evitando a interrupção da Internet no país, ou mesmo se manifestando do exterior, as forças da ordem são responsáveis por estas mortes. Seja porque atiraram, seja porque não protegeram os manifestantes dos disparos de franco-atiradores infiltrados.

Até o momento, as autoridades admitiram sua responsabilidade em apenas dois casos. O primeiro foi durante uma noite de caos em um bastião xiita de Bagdá, no qual o Exército reconheceu ter feito um "uso excessivo" da força. O segundo envolveu a morte de um manifestante abatido por um policial do Batalhão de Choque na Babilônia, ao sul de Bagdá.

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