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O candidato de direita Manuel Baldizón, na Cidade da Guatemala, no dia 5 de setembro de 2015

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O candidato de direita Manuel Baldizón abandonou nesta segunda-feira o processo eleitoral na Guatemala, após denunciar fraude nas eleições de 6 de setembro, no momento em que disputava uma vaga no segundo turno com a ex-primeira-dama Sandra Torres.

Baldizón "não vai participar do segundo turno". "É uma eleição muito obscura, onde há denúncias de fraude eleitoral, e não vamos esperar os resultados, acreditamos que isto já é uma manipulação fora de qualquer contexto", disse Fidel de León, porta-voz do partido Liberdade Democrática Renovada (Líder).

"Hoje me retiro do partido e lhe deixo nas mãos de seus dirigentes", disse Torres em entrevista à Rádio Sonora, após se reunir com executivos do Líder.

Uma semana após as eleições gerais, vencidas pelo comediante Jimmy Morales, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) não pode confirmar que passará ao segundo turno para enfrentá-lo.

Após a apuração de 99,09% dos votos, 23,85% correspondem a Morales, do partido FCN-Nação, 19,76% para Torres, da Unidade Nacional da Esperança (UNE), e 19,64% para Baldizón.

A diferença entre Torres e Baldizón é de apenas 5.958 votos.

"Não vamos esperar a contagem final dos votos. É uma vergonha nacional...", disse De León.

O presidente Otto Pérez renunciou no dia 2 de setembro, em meio a um escândalo de corrupção envolvendo a alfândega nacional.

A Justiça da Guatemala abriu um processo judicial contra Pérez, que está detido no quartel militar de Matamoros, no centro da capital.

AFP