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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Genebra, no dia 15 de junho de 2015

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou nesta quinta-feira sua preocupação com a retomada da violência entre as forças militares da Colômbia e a guerrilha das Farc, e pediu que as partes mantenham as negociações de paz.

Segundo uma nota divulgada por seu porta-voz, Ban pede "às partes nas conversações em Havana e ao povo da Colômbia que mantenham as esperanças e persistam na busca da paz".

Ban pediu que o governo e as Farc "retomem o caminho" de uma redução na intensidade dos conflitos armados e "acelerem o ritmo das negociações para restaurar o impulso e a confiança no processo" de paz.

As Farc tinham decidido um cessar-fogo unilateral em dezembro passado e um pouco mais tarde, o governo de Bogotá anunciou a suspensão dos bombardeios aéreos.

No entanto, depois de um confronto que deixou uma dezena de soldados mortos, o governo decidiu retomar os ataques em abril deste ano e, finalmente em maio, o grupo guerrilheiro suspendeu o cessar-fogo, em uma clara escalada das tensões entre os dois países.

Em sua nota oficial, Ban disse se sentir "confiante" de que as partes "possam superar o atual impasse e levem o processo a uma conclusão bem sucedida".

Para o chefe da ONU, "a paz é possível se os colombianos colocarem este objetivo acima de todos os outros e encontram uma forma de superar suas diferenças, tanto em Havana como na Colômbia".

O conflito colombiano deixou 220 mil mortos e seis milhões de deslocados, segundo cifras oficiais, e o governo e a guerrilha se acusam mutuamente de ser os principais responsáveis pelas vítimas e os deslocamentos forçados.

O governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia acordaram até agora três dos seis pontos da agenda nas negociações de paz, além de um plano de retirada de minas e a criação de uma Comissão da Verdade.

AFP