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Fachada do Banco Central em Sâo Paulo em 21 de janeiro de 2009

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O Banco Central reduziu, nesta quarta-feira (6), a taxa básica de juros Selic para 7%, uma queda de 0,5 ponto percentual, um mínimo histórico, alcançado em meio ao acelerado recuo da inflação.

O corte, dentro das expectativas da grande maioria de analistas, é o décimo seguido, e foi adotado por unanimidade entre os nove membros do Comitê de Política Monetária (Copom), indicou um comunicado do BC.

A nota ainda deixa em aberto a possibilidade de um novo corte da Selic na próxima reunião do Copom, marcada para fevereiro de 2018. A instituição "vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada" da taxa.

Em outubro de 2016, o início do ciclo de reduções, a taxa de referência estava em 14,25% - em um contexto que combinava recessão econômica e escalada da inflação.

O patamar mais baixo anterior da Selic, de 7,25%, durou de outubro de 2012 a abril de 2013.

Mas logo começou uma escalada, em meio à crise econômica e política e levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff no ano passado.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) alcançou um ápice de 10,67% em 2015, para cair a 6,29% em 2016 e 2,70% na evolução de 12 meses até outubro deste ano. Em junho, inclusive, foi registrado um índice negativo pela primeira vez desde 2006.

O mercado espera uma inflação de 3,03% até o fim do ano, quase no piso da meta da BC - cujo centro é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima, ou para baixo. Em 2018, deve chegar a 4,02%.

- Economia tenta engrenar -

A queda dos preços voltou a estimular o consumo e a retomada lenta da economia brasileira - que cresceu 0,9% nos primeiros nove meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2016.

Analistas consultados na pesquisa Focus, do Banco Central, preveem crescimento do PIB de 0,89% neste ano e de 2,60% em 2018.

Pelo Twitter, o presidente Michel Temer comemorou a queda dos juros. "Hoje tivemos uma boa notícia: o Banco Central cortou novamente a taxa de juros que está em 7%. Essa é a decima redução de juros em nosso governo", escreveu.

O mandatário apresenta a queda de preços e a saída da recessão como resultado de seus ajustes e da recuperação da confiança dos investidores.

O ano que vem ainda está cercado de incertezas, sobretudo devido às eleições presidenciais de outubro.

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AFP