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(Arquivo) Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, no dia 29 de maio de 2012

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O Banco Central reduziu nesta quarta-feira em um ponto percentual sua taxa básica de juros Selic, a 8,25% - sua oitava baixa consecutiva.

A decisão, aprovada por unanimidade pelos nove membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, coincide com a expectativa da maioria dos analistas.

Em uma nota à imprensa, o Copom destacou que "o comportamento da inflação permanece bastante favorável", assim como as projeções do mercado, que preveem uma alta de preços abaixo do centro da meta oficial, de 4,5%, tanto para 2017, quanto para 2018.

A rapidez no controle da inflação - depois de ter registrado índices de 10,67% em 2015 e 6,29% em 2016 - levam o Copom a se preocupar inclusive com pressões deflacionárias.

"O Comitê ressalta que seu cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções", afirma a nota. Por um lado, a queda contínua dos preços dos alimentos e outros fatores "pode produzir trajetória de inflação prospectiva abaixo do esperado", explica.

A inflação acumulada em 12 meses ficou, em agosto, em 2,46%, seu menor nível desde fevereiro de 1999.

Mas o Copom adverte que a inflação poderia voltar a disparar devido a "uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas", reclamadas pelo mercado e impulsionadas pelo governo federal, como a da previdência.

- Fim gradual das reduções -

O Copom prevê, mesmo assim, que o ciclo de reduções consistentes (de um ponto percentual nas últimas reuniões) poderia ser menor a partir de sua próxima reunião.

"O Comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária", afirma.

"Além disso, nessas mesmas condições, o Comitê antevê encerramento gradual do ciclo", completa.

Principal ferramenta de combate à inflação, a Selic estava, em outubro passado, a 14,25% antes de começar uma série de reduções que levaram a baixar, em julho, dos 10% pela primeira vez em quase quatro anos.

A economia brasileira registrou uma modesta expansão nos primeiros trimestres de 2017, depois de oito trimestre consecutivos de retração.

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AFP