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O campo de refugiados rohingyas de Kutapalong, em Bangladesh, no dia 7 de outubro

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Uma gigantesca campanha de vacinação contra o cólera teve início nesta terça-feira em Bangladesh para tentar imunizar os 650.000 refugiados rohingyas procedentes de Mianmar, cujas condições de vida insalubres provocam o temor de uma catástrofe sanitária.

Esta é a campanha de vacinação contra o cólera mais importante no mundo desde a que foi organizada no Haiti em novembro de 2016.

"A maioria destas pessoas não tem as infraestruturas elementares, principalmente banheiros, água. Neste tipo de situação estão reunidas as condições para que aconteça uma epidemia de cólera", afirmou à AFP A M Sakil Faizullah, diretora de comunicação do Unicef em Bangladesh.

A maior campanha da vacinação oraç contra o cólera aconteceu no Haiti em novembro do ano passado, quando 800.000 pessoas foram imunizadas, segundo Faizullah.

Quase 520.000 muçulmanos rohingyas chegaram desde o fim de agosto ao país pobre do sudeste da Ásia para fugir do que a ONU considera uma limpeza étnica em Mianmar.

O êxodo registrou uma desaceleração, mas foi retomado esta semana com milhares de novas chegadas. Os rohingyas entrevistados pela AFP afirmaram que o exército birmanês impede o acesso a suas fontes de abastecimento.

Para não expor a crise humanitária a uma crise sanitária, o Unicef, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as autoridades de Bangladesh iniciaram a campanha preventiva. A coordenação prevê 900.000 doses de vacinas.

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AFP