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(19 set) Refugiados rohingyas em um campo na localidade de Ukhia, Bangladesh

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Bangladesh ordenou nesta quarta-feira que suas forças armadas participem na distribuição de ajuda humanitária e na construção de abrigos para os refugiados rohinygas, indicou uma fonte do governo.

O exército nacional vai se posicionar na região de Cox's Bazar, anunciou à AFP Obadiul Quader, funcionário muito influente no governo da primeira-ministra Sheikh Hasina, e segundo mais alto dirigente do partido no poder, o Awami League.

Mais de 420.000 rohinygas se refugiaram em Bangladesh por causa da violência em Mianmar.

"No estado atual, a presença do exército é necessária para assegurar a ordem", declarou, enquanto o fluxo de refugiados desborda as autoridades locais e organizações internacionais presentes no extremo sudeste do país, onde os campos de acolhida estão superlotados há meses.

Nos últimos cinco dias, chuvas torrenciais transformaram em lamaçais os campos de refugiados. Em alguns locais, a água chega na cintura, e as autoridades temem deslizamentos.

"A presença do exército no local é particularmente necessária para construir refúgios, uma tarefa muito pesada, e assegurar a higiene", acrescentou Quader.

Esta decisão dá início a uma etapa de envolvimento direto do exército de Bangladesh nesta crise humanitária. Na semana passada, as autoridades encomendaram a tarefa de levar ajuda internacional aos campos de deslocados.

A líder birmanesa, Aung San Suu Kyi, afirmou na segunda-feira que estava disposta a aceitar o retorno dos refugiados ao país, mas segundo critérios que continuam sendo ambíguos.

Enquanto a sorte política da minoria muçulmana não se resolve, as autoridades bengalesas parecem se preparar para o pior em termos humanitários.

O governo de Daca assegura que em dez dias poderá instalar um acampamento para 400.000 pessoas. No entanto, no terreno não se veem indícios até o momento do início da construção.

A Polícia está desalojando os refugiados que estão à beira da estrada ou na selva, sem oferecer lugar para se reassentar.

"Não sei quando acabará este jogo de gato e rato", criticou Mujibur Rahman, rohinya de 48 anos, pai de dez filhos, em declarações à AFP.

"Consegui comprar bambu e tábuas com mais gente [para construir um refúgio], mas agora terei que deslocá-lo de novo", lamentou.

Bangladesh tenta limitar a chegada dos refugiados a algumas localidades do sudeste do país. As autoridades temem que se desloquem para outras cidades da região e que a situação saia do controle.

Antes do início dos atos de violência no vizinho Mianmar, Bangladesh, um dos países mais pobres do planeta, contava com pelo menos 300.000 refugiados rohinyas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou em Nova York o que chamou de "genocídio" e assegurou que seu país "tomará a iniciativa com vários de seus parceiros do Conselho de Segurança" da ONU para tomar medidas concretas.

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AFP