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Um navio C-Star na Líbia, no dia 13 de agosto de 2017

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Os militantes anti-imigrantes do coletivo "Defend Europe" anunciaram na noite desta quinta-feira o fim da missão do barco C-Star, depois de uma semana de patrulhamento nas costas da Líbia, que qualificaram de "vitória indiscutível".

O anúncio foi feito por comunicado dos militantes provenientes da rede europeia "Geração Identitária" (GI).

O barco saiu no início de julho do Djibuti, onde foi alugado graças a um pedido de doações pela internet que recolheu mais de 228.000 dólares (195.000 euros), mas foi retardado por dificuldades administrativas e judiciais em Suez e no Chipre e só chegou em 5 de agosto em frente à costa da Líbia.

Os militantes ordenaram por rádio a vários barcos de ONGs que se retirassem pois "atuam como um fator que incita traficantes de seres humanos, fazendo-os ganhar milhões".

O barco foi na direção da Tunísia, onde ficou bloqueado por cinco dias, antes de ser obrigado a parar os motores por um dia para reparar um problema técnico.

Finalmente, iniciou a patrulha na noite de 11 de agosto, principalmente em torno das embarcações de ONGs presentes na zona e repetindo essa mesma mensagem.

Depois, dirigiu-se para o norte na noite de quarta-feira, segundo sites na Internet que acompanham o tráfego marítimo, e ancorou nesta quinta-frente em frente a Malta.

Os militantes que estavam a bordo pretendem dar uma entrevista coletiva no sábado em Lyon (França).

Eles destacam a recente queda do número de barcos de ONGs que patrulham a costa líbia e a redução do número de migrantes que tentam cruzar o Mediterrâneo.

"O que aconteceu em um mês? Simplesmente a pressão dos cidadãos e da imprensa na Itália em relação à avalanche de migrantes. Uma pressão na qual contribuímos em menos de um mês", diz o comunicado.

A Itália registrou apenas 13.500 desembarques em seu litoral desde 1º de julho. No mesmo período do ano passado foram registradas 30.500 chegadas.

Mas os especialistas acreditam ser um resultado de esforços iniciados há muito tempo para reduzir o fluxo no sul da Líbia e obrigar a guarda-costeira líbia a interceptar migrantes em suas águas.

Ao mesmo tempo, várias ONGs suspenderam suas operações quando a Marinha da Líbia anunciou em 11 agosto que desejava ampliar sua zona de responsabilidade no resgate, excluindo os barcos estrangeiros.

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AFP