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Desfile da escola de samba Beija-Flor, no Rio de Janeiro, em 13 de fevereiro de 2018

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A Beija-Flor de Nilópolis recebeu, nesta quarta-feira (14), seu 14º título na história do Carnaval carioca, em um ano de desfiles marcados pela crítica política.

A escola de Nilópolis, que venceu pela última vez em 2015 com um polêmico enredo em homenagem à Guiné Equatorial, se inspirou na romance "Frankestein", que completa 200 anos, para ilustrar os "monstros" sociais que assolam o Brasil, como a violência, a corrupção e a intolerância.

A agremiação usou imagens fortes, como ratos com malas de dinheiro e crianças e policiais em caixões, para exibir a onda de violência vivida pelo Rio de Janeiro.

A vitória nesta quarta-feira deixou a quadra da escola, em Nilópolis, em festa.

Além de analogias à Petrobras, centro da investigação da operação Lava-Jato, a agremiação ainda criticou as mazelas dos sistema sanitário e de educação.

A escola ainda levou em um de seus carros alegóricos as cantoras Pabllo Vittar e Jojo Toddynho, simbolizando a luta contra a intolerância de gênero e o racismo no Brasil.

- Protestos premiados -

Além de premiar a crítica política da Beija-Flor, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) também deu o segundo lugar à Paraíso do Tuiutí, que também fez um desfile contestador, contando a história da escravidão no país.

Entre os destaques, o desfile trouxe uma representação do presidente Michel Temer como "vampiro neoliberalista" e uma ala de "manifestoches".

Além delas, voltarão à Sapucaí para o desfile da campeãs, no próximo sábado, Salgueiro, Portela, Mangueira e Mocidade Independente de Padre Miguel.

A Mangueira também politizou seu desfile, com críticas expressas ao prefeito Marcello Crivella - representado por um boneco de Judas. Os desfiles deste ano aconteceram com metade das verbas da Prefeitura às escolas de samba.

Os 36 jurados avaliaram as 13 escolas em nove critérios. O samba-enredo foi o critério de desempate.

As duas escolas que caíram para a Série A foram Império Serrano e Grande Rio - que deixou um carro de fora do desfile por causa de uma pane no último minuto.

Já a Viradouro foi a grande campeã da Série A, e ano que vem volta a desfilar no Grupo Especial.

No ano passado, nenhuma escola foi rebaixada, devido aos graves acidentes envolvendo a Paraíso do Tuiuti e a Unidos da Tijuca, que deixaram vários feridos e provocaram a morte de uma jornalista. As vencedoras de 2017 foram, empatadas, Portela e Mocidade.

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AFP