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Uma indígena aymara vende miniaturas durante a Feira de Alasita, na Bolívia, no dia 24 de janeiro de 2012, em La Paz

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Os cantos de trabalho do Llano colombiano-venezuelano, a Feira de Alasita na Bolívia e o ponto cubano passaram a fazer parte do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Essas candidaturas latino-americanas foram aprovadas entre outras provenientes de todo o mundo durante a reunião anual do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, que acontece de 4 a 9 de dezembro na Coreia do Sul.

Esta distinção garante uma maior notoriedade do patrimônio cultural intangível no mundo e contribui para a sobrevivência dessas expressões transmitidas de geração em geração.

"Que orgulho saber que a UNESCO declarou o Canto de Trabalho del Llano como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Viva o Llano e a beleza de sua identidade!", comemorou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Esses cantos, geralmente ouvidos ao amanhecer nas planícies da Venezuela e da Colômbia, na voz de homens a cavalo que conduzem o gado, foram inscritos como patrimônio que exige medidas de salvaguarda urgentes.

Esta expressão viva está ameaçada, segundo especialistas, pela industrialização da pecuária, que envolve o transporte de animais em caminhões e a mecanização da ordenha.

- 'Liberdade da ação ritual'-

Os passeios rituais em La Paz durante a Feira de Alasita, o festival da abundância na Bolívia, entraram na lista representativa da UNESCO de patrimônio imaterial, que inclui tradições como o tango ou a filosofia milenar da ioga.

A tradicional Alasita ("compre-me", em aimará) começa a cada 24 de janeiro. Por um mês, milhares de bolivianos compram todo tipo de produtos em miniatura feitos por artesãos habilidosos - casas, carros, dinheiro em dólares e pesos bolivianos, eletrodomésticos e títulos profissionais - com a esperança de que se materializem em suas vidas.

"Os habitantes procuram miniaturas que representam seus desejos profundos para que se tornem realidade, por isso pedem aos ritualistas indígenas ou aos sacerdotes católicos a consagração das miniaturas", explicou à AFP Carmen Beatriz Loza, responsável pela candidatura no ministério da Cultura e Turismo da Bolívia.

Para ela, os passeios rituais durante a Alasita são "a expressão da liberdade de ação ritual dos indivíduos e suas famílias durante esta celebração".

As miniaturas são trocadas ou entregues entre parentes ou amigos, e até mesmo entre estranhos durante a feira.

"É um momento de grande expansão de solidariedade entre todos, independentemente de etnia, geração ou gênero", afirmou Loza.

- Panamá e Peru, espectadores -

Cuba, que em novembro do ano passado celebrou a consagração da rumba como Patrimônio da Humanidade, comemorou este ano a consagração do ponto, uma expressão poética e musical dos guajiros da ilha do Caribe.

O ponto cubano nasceu entre os espanhóis instalados no século XVII nos campos. Interpretado com instrumentos de cordas, foi enriquecido ao longo dos anos com outros ritmos nascidos em Cuba, como a guaracha e o son.

O comitê examinará na quinta-feira a candidatura do chapéu pintao do Panamá, do sistema peruano de Juízes da Água de Corongo - uma tradição indígena de cuidados comunitários e distribuição equitativa da água no campo - e a arte dos 'pizzaiolos' napolitanos.

O patrimônio cultural intangível designa práticas e expressões transmitidas de geração em geração, como tradições orais, artes cênicas, costumes sociais, rituais, atos festivos, conhecimentos e práticas relacionados à natureza e ao universo.

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AFP