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A chanceler alemã, Angela Merkel

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O Ministério alemão de Relações Exteriores denunciou nesta sexta-feira a detenção por "razões políticas" de dois de seus cidadãos na Turquia, o que eleva para 12 o número de alemães que Berlim considera como presos políticos no país.

"Em 31 de agosto outros dois cidadãos alemães foram detidos por razões políticas. O consulado geral de Izmir foi informado das duas detenções por fontes não oficiais. A polícia do aeroporto de Antalya (sul) as confirmou", anunciou a porta-voz do Ministério, Maria Adebahr.

As autoridades consulares não puderam reunir-se nem falar com essas duas pessoas, motivo pelo qual a porta-voz não deu mais detalhes sobre o caso, nem sobre a identidade dos detidos.

Este tipo de prisão "carece de fundamento na maioria dos casos" e "não tem nada a ver com os nossos princípios do Estado de direito", declarou à agência alemã DPA a chanceler Angela Merkel.

"Por isso também devemos reagir com determinação", acrescentou, reafirmando o seu repúdio em abordar, "nessas circunstâncias", uma união aduaneira extensa com Ancara.

"Nossos pedidos à Turquia são claros, e a chanceler os repetiu nos últimos dias: esperamos que a Turquia liberte todos os cidadãos alemães detidos por motivos injustificados", declarou o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert.

No total, dos 12 alemães detidos segundo Berlim por razões políticas na Turquia, quatro têm a dupla nacionalidade.

O caso mais emblemático é o de Deniz Yücel, que tem dupla cidadania alemã e turca e trabalha como correspondente do jornal Die Welt na Turquia, detido no final de fevereiro por propaganda "terrorista" e incitação ao ódio. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o qualificou de separatista curdo e de "agente alemão".

As relações entre Turquia e Alemanha são tensas desde o fracassado golpe de 16 de julho de 2016. Ancara acusa Berlim de indulgência em relação aos "terroristas" ao abrigar separatistas curdos e supostos golpistas.

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AFP