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O então candidato à presidência da França Emmanuel Macron (centro) conversa com a imprensa, após um encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim, em 16 de março de 2017

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A chanceler alemã, Angela Merkel, saudou a eleição de Emmanuel Macron, neste domingo (7), como uma boa notícia para a Europa, enquanto o ministro das Relações Exteriores pediu que Berlim ajude o novo presidente francês, suavizando a pressão sobre a política de austeridade.

Merkel telefonou para o presidente recém-eleito, pouco depois do anúncio de sua vitória, para "felicitá-lo calorosamente", informou o porta-voz da chanceler, Steffen Seibert, em um comunicado.

"Saudou seu compromisso, durante a campanha eleitoral, a favor de uma União Europeia unida e aberta ao mundo", relatou Seibert, destacando que, para a presidente, o voto dos franceses constitui "um apoio claro a favor da Europa".

Mais cedo, o porta-voz de Merkel já havia qualificado a vitória de Macron como uma "vitória para uma Europa forte e unida".

"Felicidades, @EmmanuelMacron. Sua vitória é uma vitória para uma Europa forte e unida e para a amizade franco-alemã", publicou Steffen Seibert, em alemão e francês, no Twitter.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, também comemorou a vitória de Macron e considerou que a França se mantém, assim, "no coração da Europa".

"'Liberté, Egalité, Fraternité!'. A França escolheu isso hoje. A grande nação esteve, está e se mantém no centro e no coração da Europa", tuitou Gabriel, usando o lema nacional francês.

O socialdemocrata Gabriel também pediu à chanceler Merkel e a seu ministro da Economia, Wolfgang Schäuble, ambos conservadores, que ajudem Emmanuel Macron no plano europeu.

"A vitória de Emmanuel Macron traz um dever para nós, na Alemanha, pois é preciso que Macron tenha êxito. Se fracassar, Madame Le Pen será presidente em cinco anos, e a Europa desaparecerá", advertiu Gabriel.

"Por isso, são necessárias as reformas na França. Emmanuel Macron sabe disso", acrescentou o ministro das Relações Exteriores.

"Nós, os alemães, temos de apoiá-lo quando levar as reformas adiante. Não devemos nos ver obrigados a (dirigir) uma política de austeridade", insistiu.

"Essa é a razão pela qual tem de terminar, definitivamente, o tempo da ortodoxia orçamentária", completou Gabriel.

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