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Como outras mineradoras, a BHP se beneficiou de uma recuperação dos preços de importantes metais após uma crise provocada pelo excesso de oferta e pela desaceleração do crescimento da China, o maior consumidor de commodities do mundo

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A BHP anunciou, nesta terça-feira (22), que voltou a registrar lucro, estimulada pelos preços mais elevados das commodities, após um forte prejuízo no ano passado. A mineradora também anunciou a venda de seus ativos americanos de operação de xisto.

A maior mineradora do mundo registrou um lucro líquido de 5,89 bilhões de dólares em um ano, contado em 30 de junho, abaixo do esperado pelo mercado. No período anterior, ela tinha tido um prejuízo de 6,39 bilhões de dólares.

"Nos últimos cinco anos, nós criamos as bases para melhorar significativamente nosso retorno sobre o capital e ampliar o valor para o acionista a longo prazo", comentou o diretor da BHP, Jac Nasser.

O lucro subjacente, que desconsidera amortizações pontuais, ficou abaixo das previsões, a 6,73 bilhões de dólares. A companhia anglo-australiana ofereceu 43 centavos de dividendos finais aos acionistas, bem melhor do que os 14 centavos do ano passado.

A BHP disse que chegou à conclusão de que suas operações com petróleo de xisto americano não são essenciais para os negócios e ela está, portanto, "empenhada em buscar opções para deixar esses ativos".

Recentemente, o escritório Elliott Advisors, importante acionista da empresa, pressionou a BHP para reestruturar os negócios e se desfazer das operações de óleo e gás nos Estados Unidos. Mas a empresa rejeitou essas propostas em abril.

Como outras mineradoras, a BHP se beneficiou de uma recuperação dos preços de importantes metais após uma crise provocada pelo excesso de oferta e pela desaceleração do crescimento da China, o maior consumidor de commodities do mundo.

O revés financeiro levou a BHP a apertar os cintos e, nesta terça, a empresa anunciou que os ganhos com aumento da produtividade e com a redução de custos foram de 1,3 bilhão no período analisado.

"O resultado amplo foi dentro do esperado e, portanto, um pouco decepcionante, mas com certeza os números absolutos, comparados a 2016, são muito bons", disse à AFP o analista de recursos da Fat Prophets, David Lennox.

- Prejuízos após Mariana -

As ações da BHP na Austrália fecharam em alta, refletindo o apoio dos investidores ao plano de deixar a produção de xisto nos Estados Unidos, disse o analista de mercado da CMC Markets Ric Spooner em uma nota.

"O anúncio foi bem recebido. Essa é uma indicação positiva para o futuro da BHP sob o comando de Ken MacKenzie, que teve um registro excelente de criar valor aos acionistas na Amcor", disse Spooner.

MacKenzie entrou na BHP como diretor no ano passado. Antes disso, era o CEO da gigante de embalagens australiana Amcor. Ele foi anunciado para substituir Nasser em junho e assume a presidência em setembro.

Em 2011, a BHP gastou 20 bilhões de dólares em ativos de óleo e gás de xisto nos Estados Unidos, mas o setor tem atravessado uma redução dos preços, reduzindo os lucros.

O CEO Andrew Mackenzie admitiu, nesta terça-feira, que a aquisição desses ativos teve um timing ruim, e a BHP "pagou caro demais".

Os resultados da empresa também foram afetados por causa da tragédia de Mariana, em 2015, quando uma barragem da mineradora rompeu, deixando 19 mortos e provocando o pior desastre ambiental da história do Brasil.

A BHP teve prejuízo de 381 milhões de dólares por causa do rompimento da barragem.

Empresa da BHP e da Vale, a Samarco enfrenta processos judiciais com pedidos de indenizações financeiras e ambientais de bilhões de dólares. Em junho, a anglo-australiana apontou que dificilmente as operações da mina voltam ainda neste ano.

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AFP