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Bianca Jagger, em Managua, no dia 3 de agosto de 2017

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Camponeses e ambientalistas ultrapassaram obstáculos para se reunir nesta terça-feira em uma remota comunidade da Nicarágua para protestar contra a construção de um canal interoceânico, movimento ganhou visibilidade com a presença da ativista Bianca Jagger.

Os moradores de diferentes comunidades assentadas na rota do canal evadiram as tentativas das autoridades de impedir que chegassem até La Fonseca, povoado remoto que desapareceria por causa da obra.

O movimento camponês exige a derrubada da lei que autoriza a empresa chinesa HKND construir o canal e administrá-lo por 50 anos, prorrogados até 100.

No pequeno povoado, a visita de Bianca Jagger e de jornalistas de vários veículos de comunicação da capital causou alvoroço.

Bianca Jagger viajou na segunda-feira para La Fonseca por uma estrada de terra cheia de buracos e lama por causa da chuva para esperar os manifestantes.

"Estou aqui porque quero dar-lhes todo o meu apoio, [dizer] que não estão sozinhos, que sua causa é justa, que estou com eles", disse à AFP a ativista, que foi esposa da lenda do rock Mick Jagger.

Bianca Jagger, que comanda uma fundação em defesa aos direitos humanos que leva o seu nome, destacou que a sua presença "em um local remoto é para que o mundo se dê conta da luta deles [camponeses]" por seu território.

"Peço ao senhor presidente Daniel Ortega que anule esta lei" do canal, manifestou a ex-modelo e atriz, e "que não continue colocando em perigo a nossa soberania".

Uma de suas motivações ao entrar neste movimento é a preservação do Lago Cocibolca, principal fonte de água doce da América Central e que seria utilizado para o projeto, o que, segundo ambientalistas, causará a sua destruição.

Jagger chegou a Manágua há duas semanas para apresentar junto à Anistia Internacional(AI) um relatório sobre o projeto do canal no qual pede a Ortega que pare a obra e dê garantias legais e processuais às comunidades assentadas na rota projetada.

O protesto, o 91º desde que a lei foi aprovada em 2013, quer respaldar uma petição ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), apresentada no fim de julho.

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AFP