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BNP Paribas se dispõe a pagar multa recorde por violar embargo americano

Agência do Paribas em Montpellier afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2014 - 17:01
(AFP)

O maior banco da França, BNP Paribas, está disposto a assinar um acordo para o pagamento de uma multa de cerca de 8,9 bilhões de dólares para evitar um processo penal nos Estados Unidos pela violação do embargo ao Sudão, ao Irã e a Cuba.

Se o pagamento da multa for confirmado, esta será a mais importante sanção imposta pelos Estados Unidos a um banco estrangeiro.

Os detalhes do acordo estão sendo negociados neste domingo e serão anunciados na segunda-feira, segundo diversas fontes. Procurados pela AFP, os dirigentes do BNP e as autoridades competentes não quiseram comentar o acordo.

O maior banco francês em termos de capitalização se transformou em alvo do Departamento de Justiça americano e do regulador bancário de Nova York, Benjamin Lawsky, por ter autorizado pagamentos em dólares de países submetidos a sanções econômicas do governo americano, entre eles Sudão, Irã e Cuba.

Essas transações, feitas entre 2002 e 2009, foram totalmente legais do ponto de vista do direito internacional, mas por terem sido feitas em dólares tiveram que transitar por uma instância norte-americana, entrando assim na jurisdição do país.

Os investigadores americanos avaliaram as transações no valor de 100 bilhões de dólares e determinaram que aproximadamente 30 bilhões foram usados em intercâmbios com países sancionados por Washington.

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