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O novo ministro da Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas, é visto durante cerimônia de posse, em 22 de junho de 2015, em Bogotá

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O novo ministro da Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas, afirmou nesta terça-feira que o fim das hostilidades bilateral e definitivo com a guerrilha das Farc só acontecerá quando for finalizado o processo de paz em andameste em Havana.

Em sua primeira coletiva depois de assumir na véspera, Villegas recordou que foi acertado no mapa do caminho das negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que acontecem desde novembro de 2012 sem uma tréguas no terreno, apesar de saudar qualquer iniciativ de desescalada do conflito por parte dos rebeldes.

As Farc mantiveram, como um sinal de seu compromisso com as negociações, uma trégua unilateral desde dezembro passado até 22 de maio, quando decidiram suspendê-la depois do reinício dos bombardeios por parte do governo depois de uma emboscada guerrilheira em abril, com um saldo de 11 soldados mortos.

Do lado dos guerrilheiros, as Farc alegam a morte de 26 militantes em um bombardeio militar.

O negociador da guerrilha, Iván Márquez, por sua vez, leu um comunicado em que pede ao governo colombiano que ordene um cessar-fogo bilateral.

Márquez enfatizou que o processo de paz em Havana, que, segundo ele, avança como nenhum outra antes avançou, e hoje discute temas decisivos e complexos, "não deveria ter como cenário de fundo o confronto armado".

No atual ciclo de negociações - o 38º desde novembro de 2012 -, as duas partes discutem a justiça pelos crimes cometidos ao longo do conflito, que deixou 220.000 mortos e seis milhões de deslocados, segundo cifras oficiais.

As duas partes acertaram até agora os pontos reforma agrária (maio de 2013), participação política (novembro de 2013) e drogas ilícitas (maio de 2014), mas nenhum deles foi instrumentalizado porque o processo de paz se baseia no princípio de que "nada está acordado até que tudo esteja acordado".

O único acordo instrumentalizado até agora é o início de um plano de retirada de minas, combinado em março.

AFP