Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Arquivo) Explosão em Bogotá, no dia 12 de agosto de 2010

(afp_tickers)

Bogotá estava em alerta na noite desta quinta-feira, após duas explosões de origem desconhecida que deixaram dez feridos leves, enquanto as autoridades investigam o ocorrido sob o espectro do recrudescimento do conflito armado.

A primeira explosão ocorreu às 15h45 local (17h45 Brasília), na Calle (rua) 72 com Carrera (estrada) 10, em pleno centro financeiro da cidade.

"Cinco pessoas ficaram feridas na explosão, registrada na Calle 72 com Carrera 10", relataram os bombeiros, pouco antes de reportar uma segunda explosão na Calle 13 com Carrera 46, na zona industrial da capital.

O último boletim oficial informa dez feridos nos dois incidentes. Segundo a Polícia Metropolitana, "nenhum dos afetados sofreu ferimentos graves".

O presidente Juan Manuel Santos, que viajou ao Peru para participar da X Cúpula da Aliança do Pacífico, reagiu às explosões prometendo seguir "combatendo o terrorismo com a Constituição em uma mão e a ofensiva militar na outra, como estamos fazendo com resultados importantes".

"Vou persistir em acabar com este terrorismo, com esta luta armada, com este conflito armado, através do diálogo político". O "terrorismo" não vai dobrar o povo colombiano.

A Cúpula da Aliança do Pacífico, que deveria começar na sexta-feira, foi antecipada para a noite desta quinta visando permitir o breve retorno de Santos à Colômbia.

Santos "regressará nas próximas horas para avaliar medidas de segurança", anunciou no Twitter o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, que pediu a união de todos os colombianos, "acima de qualquer posição partidária", contra o terrorismo.

Investigações preliminares apontam que dois artefatos explosivos de "baixa potência" foram ativados após advertências, informou o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, ao lado do diretor da Polícia Nacional, Rodolfo Palomino, e do comandante das Forças Militares, Juan Pablo Rodríguez.

As duas explosões afetaram prédios do grupo de fundos de pensão Porvenir, do conglomerado de entidades financeiras do magnata colombiano Luis Carlos Sarmiento.

No norte da cidade, em frente ao prédio no centro financeiro de Bogotá, era possível ver vidros no chão e carros do esquadrão antibombas após a forte explosão, constatou a jornalista da AFP no local.

"Foi um estrondo muito forte", disse Argemiro Sánchez, vendedor ambulante de 52 anos, que testemunhou o ocorrido.

"As pessoas abandonaram os escritórios. Saíram todos rapidinho, porque tinha uma ameaça de bomba. Foi a gente sair e isso explodiu", contou.

Atos terroristas

"São atos terroristas, sem a menor dúvida, mas que não devem gerar na população o sentido de ausência da força pública", afirmou Villegas, garantindo que a Polícia e o Exército estão presentes em "todos os lugares da capital".

Villegas anunciou uma recompensa de 100 milhões de pesos (38 mil dólares) por informações que levem à captura dos autores.

O comandante da Polícia Metropolitana de Bogotá, general Humberto Guatibonza, pediu calma à população, acrescentando que "não ocorreu nada grave".

Entre fevereiro e março passados, ao menos seis explosivos de baixa potência deixaram cerca de 20 feridos, em distintos pontos da capital colombiana.

Os incidentes foram atribuídos a um bando de criminosos que operava para o Exército de Libertação Nacional (ELN), segunda guerrilha da Colômbia.

O último grande atentado com bomba registrado em Bogotá ocorreu em maio de 2012, contra o ex-ministro do Interior Fernando Londoño Hoyos. Nele, morreram o motorista e um de seus seguranças.

O governo colombiano mantém negociações de paz com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal e mais antigo grupo rebelde do país, desde novembro de 2012, mas sem uma trégua no terreno.

Nas últimas semanas tem ocorrido um incremento significativo das ações das Farc, após a suspensão, em 22 de maio, do cessar-fogo unilateral decidido em dezembro pelo grupo para "desescalar" o conflito.

AFP