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O presidente boliviano, Evo Morales, durante sessão do Mercosul, em Brasília, no dia 17 de julho de 2015

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A Bolívia aceita a oferta do Chile de retomar relações diplomáticas - declarou o presidente Evo Morales nesta quarta-feira, propondo que o papa Francisco seja o fiador da resolução do conflito marítimo entre os dois países, no prazo de cinco anos.

"Concordamos em restabelecer as relações diplomáticas (com o Chile), para que, em menos de cinco anos, resolva-se o tema do mar para a Bolívia, uma saída para o oceano Pacífico com soberania e com um garante, o irmão papa Francisco", disse Morales, no Palácio Quemado.

Morales afirmou estar "disposto a fazer as diligências perante o Vaticano para que o irmão papa Francisco seja o garante".

Em uma reação imediata do Palácio La Moneda, o porta-voz Marcelo Díaz ressaltou que o restabelecimento das relações deve ser "sem condições" e que as colocações de Morales "são manobras evasivas para não ir ao fundo da proposta feita pelo Chile".

Morales sugeriu ainda que a presidente do Chile, Michelle Bachelet, vá ao Vaticano para definir a mediação do papa e, "em menos de cinco anos, definir essa reivindicação de retorno ao oceano Pacífico, com soberania".

As relações bilaterais estão interrompidas desde 1978, depois do fracasso de uma negociação marítima.

Essa retomada "será importante para esta gestão e para uma solução definitiva para que a Bolívia volte ao Pacífico com soberania", insistiu Morales.

A declaração de La Paz veio um dia depois de Morales ter reforçado a equipe que trata da ação contra o Chile pelo acesso soberano ao mar na Corte Internacional de Justiça (CIJ), com os ex-presidentes Guido Vildoso, Jaime Paz Zamora e Jorge Quiroga. Em abril de 2013, a Bolívia entrou com uma ação contra o Chile perante a CIJ, com o objetivo de negociar uma saída soberana ao Pacífico.

Ambos os países se enfrentaram em uma guerra em 1879, na qual a Bolívia perdeu 120.000 quilômetros quadrados de território e 400 km de litoral, sua única saída para oceano Pacífico.

AFP