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Vista da Assembleia Geral da OEA, em Santo Domingo, no dia 14 de junho de 2016

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O presidente boliviano, Evo Morales, ameaçou nesta terça-feira retirar a Bolívia da OEA, diante da iminente reunião do conselho da organização para debater a crise política e institucional do país e voltou a criticar seu secretário-geral, Luis Almagro.

"Se a OEA continuar sendo instrumento para o império e não para os povos, penso em nos retirar da OEA", afirmou o governante boliviano em sua conta pessoal no Twitter, após várias críticas à organização e a Almagro, principalmente pela gestão da crise política na Venezuela.

Morales cerrou fileiras a favor de seu aliado político, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, contra quem a oposição impulsiona um referendo revogatório.

"Houve um Almagro de invasão e há outro Almagro de dominação da América Latina e do Caribe", escreveu Morales em outro tuíte, comparando o papel do conquistador espanhol Diego de Almagro e do atual secretário-geral da OEA.

As críticas do governante boliviano ocorrem durante a 46ª Assembleia Geral da OEA, que se celebra em Santo Domingo, e a menos de dez dias de uma sessão extraordinária do Conselho Permanente, que deve abordar o caso da Venezuela.

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu nesta terça-feira ante a Assembleia Geral da OEA a realização de um "referendo justo e oportuno" na Venezuela.

AFP