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O ministro de Interiores da Bolívia, Carlos Romero (C), o Comandante Geral de la polícia boliviana Abel de la Barra (D), e o ministro de Defesa Social Felipe Cáceres, no dia 10 de abril de 2017 em Trinidad, Bolívia

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A Bolívia solicitará uma reunião de "alto nível" com Brasil e Paraguai para avaliar os grandes assaltos envolvendo os três países, aparentemente realizados pelo mesma quadrilha, revelou nesta segunda-feira o ministro boliviano do Interior, Carlos Romero.

O governo boliviano está alarmado após o grande assalto desta segunda-feira, contra a transportadora de valores Prosegur no Paraguai, em uma ação similar ao ataque a um carro-forte ocorrido no leste da Bolívia no final de março.

Diante da recorrência na região de assaltos com características semelhantes, atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC), "estamos solicitando uma reunião de alto nível com as autoridades do Brasil e vamos consultar também, se necessário, o Paraguai", disse Romero.

Além de ações policiais de "cruzamento de informações(...), em nível político também precisamos tomar decisões", assinalou o ministro.

As autoridades bolivianas desbarataram no início de abril um grupo criminoso vinculado ao PCC que no final de março havia atacado um carro-forte, levando cerca de 1 milhão de dólares.

Romero mostrou preocupação com o episódio no Paraguai, que ocorreu nas primeiras horas desta segunda-feira na sede da Prosegur em Ciudad del Este, na Tríplice Fronteira formada por Brasil, Paraguai e Argentina.

Segundo Romero, existe suspeita de que "ao menos uma pessoa que atuou no caso do assalto (do carro-forte) da Brinks (na Bolívia) também participou de ataques" no Brasil e no Paraguai.

"O 'modus operandi' é evidentemente o mesmo que têm aplicado de maneira recorrente no Brasil", onde foram registrados "57 assaltos com as mesmas características" do caso da Brinks.

Após a captura de cinco criminosos, entre eles dois brasileiros, no dia 8 de abril passado, Romero declarou que "são pessoas procuradas pela Justiça brasileira, que já enfrentaram a polícia brasileira e que enviam gente para cometer crimes na Bolívia".

Na Bolívia, a quadrilha contava com campo de treinamento de tiro e áreas para preparação física, revelou o ministro.

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AFP