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Sobreviventes, familiares e jornalistas visitam o local do acidente com o avião da Chapecoense, em La Unión, em 9 de maio de 2017

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O governo boliviano assegurou que o avião da LaMia, que sofreu um acidente na Colômbia deixando 71 mortos, a maioria membros da Chapecoense, contava com a cobertura de seguro e esclareceu que verificará a documentação a respeito.

"Tinha um seguro vigente até o próximo ano e essa é a documentação que verificamos", afirmou o ministro de Obras Públicas e Transporte, Milton Claros, citado pela rádio Fides.

As afirmações do ministro correspondem à informação entregue na quinta-feira pela empresa Bisa Seguros e Resseguros, que indicou que a LaMia "não tinha cobertura de seguro", sem explicar as razões. A emissora internacional CNN revelou, citando documentos da Bisa, que a apólice estava suspensa pela falta de pagamento quase um mês antes do acidente, ocorrido em novembro de 2016.

A LaMia sofreu uma intervenção pela Promotoria. Um de seus donos, o piloto Miguel Quiroga, faleceu no acidente, e o outro supostamente se encontra no Paraguai. A companhia aérea operava com aviões alugados e o único ativo era o do acidente.

No entanto, a Bisa estabeleceu um "fundo de assistência humanitária" para as famílias dos falecidos e para os sobreviventes, "sem nenhuma admissão de responsabilidade", de acordo com a empresa.

O ministro Claros recordou que o governo fez uma investigação e que "verificou a documentação e tomou as atitudes contra os que tinham responsabilidades", principalmente uma dezenas de funcionários da Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços à Navegação Aérea) e da Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC).

"Vamos verificar" a última informação, afirmou a autoridade.

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