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O ministro boliviano das Relações Exteriores, David Choquehuanca, em La Paz, no dia 3 de agosto de 2016

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A Bolívia pediu, nesta segunda-feira, que não se caia em desânimo pela nova situação política em países como Argentina, Brasil e Venezuela e desconsiderou que tenha efeito negativo nos blocos regionais como Unasul e Alba, considerados como cenários opositores aos Estados Unidos e à OEA.

"Não temos que nos desanimar, não temos que desmaiar, não temos que desencorajar-nos, temos que seguir trabalhando a esperança, temos que continuar trabalhando a unidade, nossos povos querem que nós trabalhemos a unidade", afirmou à AFP o chanceler David Choquehuanca.

O chefe da diplomacia boliviana fez uma avaliação sobre a situação política na região, com países com conflitos e reviravoltas ideológicas: a destituição de Dilma Rousseff no Brasil, a campanha da oposição venezuelana para revogar o mandato de Nicolás Maduro e a mudança na Argentina alcançada por Mauricio Macri em detrimento do kirchnerismo.

"Não temos que ficar assustados, temos que refletir, temos que chamar a atenção", declarou o chanceler, que destacou os cenários políticos que cumprem os blocos como a Unasul e a Alba, apoiadas com entusiasmo por Bolívia, Equador e Venezuela.

A Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) nasceu com a influência do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez e nos últimos dias vários de seus membros, como Equador, Bolívia, Nicarágua e Venezuela, condenaram a destituição da brasileira Dilma Rousseff.

Quase os mesmos países, em consonância com Brasil e Argentina, consideram a Unasul, como um bloco político que, assim como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), fazem um contrapeso aos Estados Unidos e à Organização de Estados Americanos (OEA).

"Desde já nos preocupa o que está acontecendo no Brasil, nos preocupa o que está acontecendo na Venezuela, nos preocupa o que está acontecendo na Argentina", declarou Choquehuanca, em relação aos diversos protestos populares.

O chanceler boliviano prognosticou que apesar desse cenário, os movimentos sociais terão um papel fundamental em uma eventual mudança do quadro político em países como Argentina e Brasil.

"Às vezes, nossos povos demoram a reagir, mas nossos povos já estão organizados, os presidentes, como (Luiz Inácio) Lula (da Silva), como (Néstor) Kirchner, como Cristina (Kirchner), organizaram seus movimentos sociais, esses movimentos sociais estão organizados", declarou.

A Bolívia e seu presidente Evo Morales, declarou o chanceler, continuarão apoiando processos de integração e o papel dos movimentos populares nas decisões públicas.

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AFP