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Bolsonaro é 'conjuntura', diz candidato kirchnerista favorito à presidência argentina

(11 ago) O candidato Alberto Fernández deixa a seção eleitoral após votar nas primárias afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. agosto 2019 - 19:46
(AFP)

O candidato kirchnerista Alberto Fernández, que confirmou neste domingo seu favoritismo à presidência argentina, chamou o presidente Jair Bolsonaro de "misógino", "racista" e "violento", e disse que ele é uma mera "conjuntura na vida do Brasil", assim como - completou - Mauricio Macri na Argentina.

Na segunda-feira, Bolsonaro atacou o kirchnerismo na Argentina, apontando que seu retorno ao poder poderia provocar a saída de cidadãos do país vizinho para o sul do Brasil, como já aconteceu com a Venezuela.

"Não queremos nossos irmãos argentinos fugindo para cá", disse o presidente.

"Com Bolsonaro, não tenho problema em ter problemas", rebateu Fernández, horas depois, em uma entrevista à televisão com os jornalistas argentinos María O'Donnell e Ernesto Tenembaum.

A chapa de Fernández com a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) obteve 47% dos votos nas primárias de domingo na Argentina, uma diferença quase insuperável para o presidente Mauricio Macri, que obteve 32%.

O primeiro turno da eleição presidencial está previsto para 27 de outubro, e um eventual segundo turno, para 24 de novembro.

"Celebro que Bolsonaro fale mal de mim. É um misógino, um racista e violento", disse Fernández, pedindo ao brasileiro "que deixe Lula em liberdade" e que se submeta a eleições com o ex-presidente livre.

"Com o Brasil, vamos nos relacionar muito bem. O Brasil sempre será nosso principal parceiro, Bolsonaro é uma conjuntura na vida do Brasil, assim como Macri é uma conjuntura na vida da Argentina", completou.

Por sua "expressiva" vitória, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) felicitou Alberto Fernández e a ex-presidente Cristina Kirchner, de quem foi um estreito aliado durante seus dois mandatos.

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