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Bolsonaro diz que ameaça do coronavírus está 'superdimensionada'

O presidente Jair Bolsonario (C) durante encontro com a comunidade brasileira em Miami, em 9 de março de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. março 2020 - 23:57
(AFP)

O presidente Jair Bolsonaro minimizou nesta segunda-feira o risco do novo coronavírus, que já matou mais de 4 mil pessoas em 100 países e derrubou as Bolsas em todo o mundo, ao avaliar em Miami que o poder destrutivo da nova epidemia foi "superdimensionado".

A queda nas Bolsas em todo o mundo "tem a ver com os preços do petróleo" e com "a questão do coronavírus", declarou Bolsonaro para cerca de 200 brasileiros reunidos em Miami.

"Os números estão demonstrando que o Brasil começou a arrumar sua economia. Obviamente os números de hoje [na Bolsa do Brasil e do mundo todo] têm a ver com os preços do petróleo basicamente, que despencou quase 30%, e na questão do coronavírus também, que no meu entender está sendo superdimensionado o poder destruidor desse vírus".

"Talvez isso esteja sendo potencializado até por questões econômicas. Mas acredito que o Brasil não é que vai dar certo: já deu certo", afirmou o presidente.

Em Genebra, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, avaliou nesta segunda-feira que a "ameaça de uma pandemia se tornou muito real" agora que o coronavírus "se estendeu a muitos países".

A Bolsa de São Paulo recuou nesta segunda-feira mais de 12%, a maior perda desde 1998, com as ações da Petrobras mergulhando quase 30%.

Trata-se da maior queda percentual da principal Bolsa latino-americana desde 10 de setembro de 1998, quando recuou 15,83% devido à moratória da dívida russa.

As ações da Petrobras lideraram as perdas: os papéis preferenciais da estatal caíram 29,70% e as ações ordinárias, 29,68%.

Bolsonaro faz uma viagem pela Flórida com o objetivo de recuperar a confiança dos investidores na maior economia da América Latina.

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O chamado "Trump dos Trópicos" garantiu na manhã desta segunda-feira a um grupo de empresários que a "desconfiança" com os Estados Unidos que caracterizou os governos brasileiros precedentes "mudou".

Bolsonaro se referia aos sucessivos governos de esquerda de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que sofreu o impeachment em 2016.

Citando a "degradação moral e política" que abala a Venezuela, Bolsonaro destacou a importância de se "lutar para que outros países da nossa América do Sul não experimentem o que estão experimentando, lamentavelmente, nossos irmãos venezuelanos".

No sábado, o presidente americano, Donald Trump, recebeu Bolsonaro em sua residência de Mar-a-Lago, em Palm Beach, ao norte de Miami, e os dois líderes analisaram a crise venezuelana.

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