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Bolsonaro e Haddad trocam farpas no Twitter

(Arquivo) Os candidatos à presidência Fernando Haddad (e) e Jair Bolsonaro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. outubro 2018 - 14:51
(AFP)

Os candidatos à presidência Jair Bolsonaro e Fernando Haddad trocaram farpas no Twitter, com o segundo criticando o primeiro, principalmente, por sua ausência nos debates televisivos.

"Tuitar e fazer 'live' é fácil, deputado. Vamos debater frente a frente, com educação, em uma enfermaria se precisar. O povo quer ver você aparecer na entrevista de emprego", escreveu na terça-feira Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), qualificado para o segundo turno com 29% dos votos.

Ele respondeu assim a um ataque de seu adversário, que o chamou num outro tuite de "fantoche de corrupto".

Uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção e substituído como candidato do PT por Haddad um mês antes do primeiro turno de 7 de outubro.

Jair Bolsonaro, que obteve 46% dos votos, não participou em nenhum dos três debates televisionados desde que deixou o hospital, no final de setembro. Três semanas antes, foi esfaqueado durante um comício em Juiz de Fora.

O candidato apresentou atestados médicos, mas admitiu na semana passada que não iria aos debates previstos entre os dois turnos por "razões estratégicas".

Na terça à noite, Bolsonaro respondeu à alfinetada do candidato do PT por sua ausência nos debates o chamando de "Senhor Andrade", lembrando que o nome Haddad, de origem libanesa, era por vezes distorcido por muitos brasileiros que não o conheciam antes de substituir Lula.

"Senhor Andrade, quem conversa com poste é bêbado. Existe um que está preso por corrupção e você vai toda semana na cadeia visitá-lo intimamente além de receber ordens! Cuidado que pelo desenrolar das notícias reveladas você pode ser o próximo", tuitou Bolsonaro.

Fernando Haddad se contentou em responder publicando uma foto do estúdio de televisão onde os debates são organizados, com a mensagem: "Estou esperando por você lá, deputado".

A última pesquisa do Instituto Ibope aponta o candidato da extrema direita com ampla vantagem, com 59% das intenções de voto, contra 41% de seu adversário.

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