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Bolsonaro enxerga 'finalzinho da pandemia', apesar da piora dos casos no país

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. dezembro 2020 - 18:46
(AFP)

O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quinta-feira (10) que o Brasil vive "o fim da pandemia", apesar de as curvas de infecções e mortes causadas pelo novo coronavírus estarem aumentando.

"Ainda vivemos o finalzinho da pandemia", afirmou o presidente em evento oficial em Porto Alegre.

"O nosso governo, levando-se em conta outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhores se saíram na pandemia", acrescentou.

O presidente de extrema-direita minimizou desde o início a pandemia que deixa mais de 1,5 milhão de mortos no mundo.

Bolsonaro categorizou a doença como uma "gripezinha", promoveu multidões, se opôs ao distanciamento social em nome da economia e criticou o uso de máscaras.

Também demitiu dois ministros da Saúde, médicos, que se recusaram a orientar o uso da hidroxicloroquina nos estágios iniciais da doença, medicamento cuja eficácia não foi comprovada para o tratamento do vírus.

"Devemos levar tranquilidade à população e não o caos. O que aconteceu no início da pandemia não leva à nada. Lamentamos as mortes profundamente e assim sendo, vamos vencendo obstáculos", acrescentou Bolsonaro em seu discurso nesta quinta-feira.

O Brasil, com quase 180.000 mortes, é o segundo país com maior número de mortes por covid-19 no mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

A pandemia permaneceu em quase sistematicamente um platô de mais de 1.000 mortes diárias entre junho e agosto.

A curva estreitou para pouco mais de 300 óbitos em novembro, mas subiu novamente nas últimas semanas, atualmente atingindo as 640 mortes.

Nos dois últimos dias, terça e quarta-feira, as mortes registradas em 24 horas ultrapassaram as 800 pela primeira vez desde 14 de novembro.

O número médio de casos diários ultrapassou os 40.000 a partir do começo deste mês pela primeira vez desde o início de setembro.

O Ministério da Saúde também divulgou nesta quinta-feira o primeiro caso de reinfecção, com um intervalo de quase quatro meses.

A questão da autorização de alguma vacina tornou-se outra questão de confronto político.

Bolsonaro tem lutado contra o uso da CoronaVac, vacina do laboratório chinês Sinovac, que realiza sua terceira e última fase de testes em São Paulo, estado governado por seu adversário político João Doria.

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