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Bolsonaro lidera manifestação de motociclistas no Rio

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro participam de manifestação de motos pelas praias do Rio de Janeiro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. maio 2021 - 17:50
(AFP)

O presidente Jair Bolsonaro liderou neste domingo (23) uma manifestação de milhares de motociclistas pelas ruas do Rio de Janeiro em apoio ao seu governo, gerando aglomerações em meio à pandemia.

Acompanhado por inúmeros agentes de segurança, o desfile motorizado - transmitido ao vivo pela conta do Facebook do presidente - foi acompanhado por vários manifestantes que o cumprimentavam ao longo do trajeto, agitando bandeiras nacionais.

Após meia hora de trajeto, as motos pararam por alguns minutos e Bolsonaro, com seu capacete e sem máscara, ficou à frente de seu veículo para cumprimentar a multidão.

Os gritos de "mito!" eram ouvidos entre o barulho dos motores.

O ato partiu do Parque Olímpico que recebeu os Jogos Olímpicos de 2016 e, durante uma hora e meia, percorreu cerca de 40 km ao longo das praias do Rio, principalmente as mais turísticas, Ipanema e Copacabana.

Ao chegar na praia do Flamengo, próxima ao centro da cidade, o presidente desceu de sua moto para dar um passeio entre os milhares de manifestantes que o esperavam. Estendeu a mão e posou para fotos, todos com os rostos descobertos.

"Meu exército não vai para a rua obrigar o povo a ficar em casa", disse o chefe de Estado em um breve discurso em uma plataforma.

"Sem qualquer evidência científica, governadores e prefeitos decretaram lockdown ou toques de recolher (...). Estamos dispostos a tomar todas as medidas necessárias para garantir sua liberdade", disse aos seus seguidores.

Há uma semana, o chefe de Estado chegou a cavalo em uma manifestação de agricultores em Brasília.

Na sexta-feira, Bolsonaro foi multado pelo governo do Maranhão por provocar aglomerações e não usar máscara em uma cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural, quando o uso da máscara é obrigatório nesse estado e é proibido organizar reuniões de mais de 100 pessoas.

O valor da multa será estabelecido depois que o presidente apresentar sua defesa, para a qual tem cerca de 15 dias.

Bolsonaro foi criticado pela sua gestão caótica da pandemia, em um país onde a covid-19 deixa quase 450.000 mortes.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado foi instaurada há três semanas para revisar as "omissões" do governo durante a crise sanitária, e já recebeu vários depoimentos nas suas primeiras audiências.

Durante a manifestação deste domingo no Rio, o presidente estava acompanhado pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, acusado por muitos senadores de ter mentido nesta semana na CPI, em uma tentativa de minimizar a responsabilidade do governo.

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