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Bolsonaro promete governar 'sem distinção' de raça, sexo ou religião

O presidente eleito Jair Bolsonaro discursa após receber o "diploma" que o habilita a assumir a Presidência durante cerimônia no TSE, em Brasília, 10 de dezembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. dezembro 2018 - 19:25
(AFP)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, prometeu nesta segunda-feira (10), em sua cerimônia de diplomação, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, que vai governar o País "em benefício de todos, sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião".

"A partir de 1º de janeiro, serei o presidente dos 210 milhões de brasileiros", declarou o capitão da reserva do Exército, que ao longo de sua carreira política gerou várias polêmicas por suas declarações racistas, homofóbicas e misóginas.

No ato, durante o qual recebeu o "diploma" que o habilita a assumir a Presidência da República, após o exame de suas contas de campanha, Bolsonaro agradeceu "muito especialmente aos mais de 57 milhões de brasileiros" (55% dos eleitores) que votaram nele no segundo turno, em 28 de outubro, e garantindo-lhe a vitória sobre o petista Fernando Haddad (45%).

"Aos que não me apoiaram, peço a sua confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o nosso país", completou.

Ao iniciar seu discurso, de cerca de dez minutos, Bolsonaro agradeceu "a Deus por estar vivo", uma referência à facada no abdômen que levou durante comício em 6 de setembro em Juiz de Fora, Minas Gerais.

O presidente eleito, de 63 anos, ainda usa uma bolsa de colostomia, que deve ser retirada em janeiro.

"Com humildade, coragem, perseverança e tendo fé em Deus para iluminar minhas decisões, me dedicarei ao objetivo que nos une: a construção de um Brasil próspero, justo, seguro e que ocupe o lugar que lhe cabe entre as grandes nações do mundo", prosseguiu.

"Não mais à corrupção, não mais à violência, não mais às mentiras, não mais à manipulação ideológica", proclamou Bolsonaro, retomando alguns de seus principais temas de campanha.

"Todos conhecemos a pauta histórica das reivindicações da população brasileira: segurança pública e combate ao crime, igualdade de oportunidades com respeito ao mérito e ao esforço individual", disse.

"Sempre no marco da Constituição Federal, nosso dever é transformar esses anseios em realidade", acrescentou.

Ex-paraquedista do Exército que por quase três décadas foi deputado, Bolsonaro protagonizou ao longo de sua carreira várias polêmicas, como quando justificou a tortura durante o regime militar (1964-1985) ou declarou à deputada Maria do Rosário, do PT, que ela não merecia ser estuprada por ser muito feia.

Durante a campanha, prometeu flexibilizar o porte de armas e "varrer os bandidos vermelhos", dando-lhes como opção o exílio ou a prisão.

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