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Este erro do Exército filipino eleva o número de mortos para, pelo menos, 171 desde que os rebeldes içaram, em 23 de maio, bandeiras do grupo Estado Islâmico (EI) em Marawi, cidade de maioria muçulmana neste país majoritariamente católico

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Onze militares morreram em um bombardeio do Exército contra islamitas entrincheirados em uma cidade filipina, anunciaram autoridades nesta quinta-feira, reconhecendo que centenas de combatentes podem ter conseguido fugir.

Este erro do Exército filipino eleva o número de mortos para, pelo menos, 171 desde que os rebeldes içaram, em 23 de maio, bandeiras do grupo Estado Islâmico (EI) em Marawi, cidade de maioria muçulmana neste país majoritariamente católico.

"É muito doloroso. É muito triste ter atingido nossas próprias tropas", declarou à imprensa em Manila o ministro da Defesa, Delfin Lorenzana.

"É muito triste, mas às vezes isso ocorre na confusão da guerra. Não houve uma coordenação correta", acrescentou.

De início, haviam falado em 10 militares mortos, mas mais tarde o porta-voz do exército, Restituto Padilla, confirmou que tratavam-se de 11.

Lorenzana também afirmou que alguns combatentes podem ter conseguido fugir, apesar dos pontos de controle que cercam os bairros onde supostamente os islamitas estão entrincheirados.

"Temos informações de que teriam ido para cidades no entorno de Marawi", acrescentou o ministro.

Segundo ele, há uma semana havia cerca de 500 islamitas em Marawi, um efetivo que teria sido reduzido atualmente para entre 50 e 100.

O exército anunciou que 120 islamitas morreram, o que sugere que mais de 300 teriam fugido.

Os 200.000 habitantes foram quase todos retirados, mas cerca de 2.000 civis permanecem bloqueados nas zonas sob controle dos rebeldes.

Para acabar com a crise, o exército não hesitou em bombardear essas zonas urbanas e a enviar os seus helicópteros de combate.

Os confrontos começaram depois que as forças de segurança invadiram um suposto esconderijo de Isnilon Hapilon, considerado o chefe do grupo EI nas Filipinas.

Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de cinco milhões de dólares por seu cadáver. Hapilon também seria um dos dirigentes de Abu Sayyaf, grupo islamita especializado em sequestros.

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