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Prédios destruídos são vistos em Raqa, em 12 de julho de 2017

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Vinte e nove civis, entre eles 14 crianças, morreram nas últimas 24 horas em bombardeios da coalizão liderada Estados Unidos contra a cidade síria de Raqa, de onde os extremistas resistem a uma ofensiva para expulsá-los, informou uma ONG nesta terça-feira (8).

Uma aliança de combatentes curdo-árabes apoiada por Washington busca recuperar Raqa, onde combate o grupo extremista Estado Islâmico (EI). Os combatentes da Forças Democráticas Sírias (FDS) já conquistaram quase 45% do principal bastião dessa organização extremista na Síria.

Desde segunda-feira à noite, "29 civis morreram em bombardeios realizados pelos aviões da coalizão sobre a cidade de Raqa", indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Entre as vítimas há nove mulheres e 14 crianças. Dos 29 mortos, 14 eram membros de uma mesma família, ressaltou o OSDH, acrescentando que o balanço pode aumentar devido ao estado grave de vários feridos.

A campanha antiaérea da coalizão internacional contra o EI no Iraque e na Síria entrou, nesta terça-feira, em seu quarto ano. Ela começou em 8 de agosto de 2014 no Iraque e se estendeu depois para a vizinha Síria.

Nestes últimos anos, o OSDH atribuiu à coalizão internacional vários ataques que deixaram um grande número de vítimas civis.

Os Estados Unidos, por sua vez, desmentem seu envolvimento ou dizem realizar investigações para verificar os incidentes que envolvem civis.

Desde 2014 a coalizão reconheceu as mortes de 624 civis nos ataques, embora algumas organizações considerem que este número esteja subestimado.

Em junho, a Comissão de Investigação da ONU sobre a Síria considerou "excessivos" os ataques aéreos da coalizão em Raqa.

Capturada pelos extremistas em 2014, Raqa se tornou um símbolo das atrocidades do EI.

As FDS, apoiadas pela coalizão internacional, iniciaram há oito meses uma ofensiva para recuperar a cidade, onde entraram em 6 de junho.

"Embora seja a campanha mais precisa da história da guerra, os civis morrem durante a batalha, é a triste verdade", lamentou o porta-voz do Ministério da Defesa americano, Jeff Davis.

A coalizão é composta por 69 países, dos quais somente um grupo participa dos ataques aéreos ou das missões de treinamento das forças locais.

AFP