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Bombardeios matam pelo menos 28 pessoas no noroeste do Paquistão

Soldado do Exército paquistanês se protege em um bunker na região montanhosa de Shawal, no Waziristão do norte, ao longo da fronteira entre Paquistão e Afeganistão afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. julho 2014 - 15:40
(AFP)

Forças paquistanesas mataram neste domingo pelo menos 28 insurgentes, ao bombardear um setor tribal do noroeste do Paquistão, informaram autoridades.

O alvo dos bombardeios foi a cidade de Shawal, onde se refugiaram insurgentes que fugiam das ofensivas militares em outros distritos.

"Pelo menos 28 terroristas locais e estrangeiros morreram nos bombardeios de hoje e seis de seus esconderijos foram destruídos", disse um alto oficial à AFP.

O exército paquistanês realiza há um mês uma ofensiva no Waziristão do Norte para desalojar as bases dos talibãs e dos grupos insurgentes.

Entre os mortos estão dois "importantes" comandantes dos talibãs paquistaneses, informou a autoridade que pediu para ter sua identidade preservada. O primeiro balanço foi de oito mortos.

O incidente aconteceu em Mada Jel, nos subúrbios de Data Jel, uma cidade 36 km a oeste da capital do Waziristão do Norte, Miransha.

As forças paquistanesas mantêm uma ofensiva desde meados de junho na região tribal do noroeste do país contra rebeldes talibãs da Al Qaeda.

Até agora, 400 rebeldes e 20 soldados morreram na ofensiva. As cifras e identidades são difíceis de constatar porque o acesso à região é proibido para jornalistas.

A região do Waziristão do Norte e o nordeste se tornaram, nos últimos anos, em um refúgio para o Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), principal grupo islamita do país, autor de muitos atentados sangrentos no país desde 2007, assim como de seus aliados estrangeiros da Al Qaeda.

Também serve de retaguarda para os talibãs afegãos que combatem o governo de Cabul e seus aliados da Otan, do outro lado da fronteira.

Desde o início da ofensiva do exército paquistanês, após seis meses de relativa calma, os ataques com drones americanos se multiplicaram na região, onde foram registrados pelo menos quatro desde 12 de junho.

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