A pressão aumentou, neste sábado (23), para que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson demita um de seus assessores, Dominic Cummings, suspeito de ter violado as regras de confinamento.

Cummings, de 48 anos, deixou sua residência em Londres para ficar na casa de seus pais, de 70 anos, em Durham (nordeste da Inglaterra), apesar de apresentar sintomas da COVID-19, revelaram os jornais Daily Mirror e The Guardian na sexta-feira.

Neste sábado, diante da polêmica, Downing Street disse que Cummings agiu sob recomendações do governo.

"O povo britânico não espera que exista uma lei para alguns e outra para Dominic Cummings", disse um porta-voz do Partido Trabalhista.

Ed Davey, líder do partido liberal-democrata, considerou por sua vez que Cummings "terá que renunciar" se os fatos forem confirmados.

Segundo o líder dos separatistas escoceses no parlamento de Westminster, Ian Blackford, "ele tem que renunciar ou demitido".

No entanto, de acordo com uma pessoa próxima a Dominic Cummings, "não há chance de que ele renuncie".

Um porta-voz de Downing Street explicou que o assessor agiu dessa maneira porque precisava de ajuda para cuidar de seu filho e que se instalou em um apartamento separado da propriedade.

Segundo essa fonte, sua irmã deixa as compras no exterior.

A polícia de Durham confirmou que foi informada em 31 de março de que alguém havia chegado de Londres e indicou que a lembrou das recomendações nacionais.

Mas Downing Street contradisse diretamente essas alegações, explicando que "em nenhum momento a polícia falou com ele ou sua família sobre o assunto, como declarado".

Na época dos fatos, o governo Boris Johnson pediu à população que saísse de casa apenas para necessidades básicas e as pessoas com sintomas não podiam sair.

"Aqueles que tentam politizar" essa questão "deveriam se olhar no espelho", tuitou o ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab.

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