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Manifestantes protestam em Brasília contra as reformas trabalhista e previdenciária e o governo Temer

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Aos gritos de "Fora, Temer!" e "Diretas já!", a esquerda vai protestar nesta quarta-feira em Brasília para pressionar ainda mais o presidente Michel Temer, encurralado por um escândalo de corrupção.

Os protestos têm sido modestos desde a explosão da crise política há uma semana, quando veio à tona uma gravação feita pelo empregador Joesley Batista, dono da JBS, em que o presidente parece apoiar o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha preso por corrupção.

Mas nesta quarta-feira os brasileiros têm uma nova oportunidade para mostrar a impopularidade recorde de Temer, agora sob investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Procuradoria-Geral da República acusa o chefe de Estado de obstrução da justiça para impedir o avanço da operação "Lava Jato" num enredo de corrupção e organização criminosa.

Enquanto as alianças do governo cambaleiam no Congresso, outro objetivo neste dia de protestos é evitar que as reformas de austeridade de Temer avancem.

Apoiadas por economistas e pelos mercados, estas propostas pretendem tirar o país da pior recessão de sua história.

No entanto, a reforma que visa aumentar a idade mínima de aposentadoria em um sistema previdenciário insustentável, é fortemente rejeitada no país.

As manifestações anteriores - incluindo de sindicatos de corporações públicas - terminaram em confrontos com a polícia.

A tensão em Brasília era palpável na terça-feira no Senado, quando uma comissão de assuntos econômicos avaliava um relatório sobre a reforma trabalhista, a outra grande aposta de Temer.

Uma briga iniciada por senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) do ex-presidente Lula fez com que a sessão fosse suspensa temporariamente. "Fora Fora! Fora Temer!", gritaram os senadores.

O lastro da corrupção

A austeridade alardeada por Temer é controversa, mas a corrupção desenfreada no Brasil deixou em segundo plano esse debate e enfraqueceu ainda mais o presidente.

Temer assumiu o cargo há apenas um ano, após o impeachment de Dilma Rousseff, acusada de manipular as contas públicas.

Sua principal promessa era arrumar a economia depois de uma contração de 7,2% do PIB entre 2015 e 2016.

Temer enfrenta agora uma dúzia de pedidos de impeachment no Congresso e são poucos os analistas que acreditam que ele pode sobreviver por muito tempo.

Enquanto isso, a Polícia Federal (PF) prendeu na terça-feira um assessor presidencial e dois ex-governadores de Brasília supostamente ligados a uma mega-fraude durante a Copa do Mundo de 2014.

Os detidos são acusados ​​de integrar uma rede criminosa que superfaturou em quase 900 milhões de reais um projeto inicialmente estimado em 600 milhões de reais para construir o estádio Mané Garrincha, o mais caro de todos para a Copa.

A polícia prendeu o assessor presidencial Tadeu Filippelli, que foi demitido pelo Palácio do Planalto, e os dois ex-governadores do Distrito Federal, José Arruda e Agnelo Querioz.

Em um episódio a parte, que ressalta o longo alcance da luta contra a corrupção no Brasil, o STF condenou a quase oito anos de prisão o até então intocável Paulo Maluf, deputado de 85 anos aliado de Temer, por lavagem de dinheiro.

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AFP