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Brasil, 'em cooperação com EUA', está pronto para prestar ajuda à Venezuela

(7 fev) Mãe venezuelana alimenta a filha em abrigo para migrantes na fronteira com a Colômbia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. fevereiro 2019 - 12:07
(AFP)

O Brasil prepara uma operação para fornecer ajuda humanitária à Venezuela no próximo sábado (23), em coordenação com os Estados Unidos e atendendo a um pedido do opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por cerca de 50 países, informou nesta terça-feira (19) o porta-voz da Presidência da República.

"O governo brasileiro está mobilizando uma força-tarefa interministerial para definir a logística da prestação de ajuda humanitária ao povo da Venezuela a partir de 23 de fevereiro", disse à imprensa o porta-voz, Otávio Régo Barros, acrescentando que a operação é organizada em cooperação com o governo dos Estados Unidos.

Segundo o porta-voz, a "ideia inicial" é esperar nas regiões de Boa Vista e Pacaraima, no estado fronteiriço de Roraima (norte), a chegada de caminhões dirigidos por venezuelanos, que levaria ajuda humanitária - alimentos e remédios - para o país vizinho.

Régo Barros não confirmou se o contingente brasileiro se juntará à ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos.

"Eu não tenho informação hoje sobre a possibilidade de voos da força aérea dos Estados Unidos para complementar esse conjunto de meios que vão dar suporte a essa ajuda humanitária", disse.

"O Brasil se junta assim a esta importante iniciativa internacional de apoio ao governo de Guaidó e ao povo venezuelano", destacou.

O anúncio foi feito depois que o presidente Bolsonaro realizou uma reunião pela manhã com vários ministros e os presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal.

Os Estados Unidos já enviaram carregamentos de medicinas e alimentos em aviões militares à cidade colombiana de Cúcuta, onde um enorme centro de armazenamento à ajuda humanitária próximo à ponte limítrofe de Tienditas, bloqueado por militares venezuelanos com camionhões e outros obstáculos.

As autoridades venezuelanas também ordenaram o fechamento da fronteira marítima e aérea com as Antilhas Holandesas, onde fica centro de armazenamento de ajuda humanitária.

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