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(Arquivos) Agricultor mostra grão de soja, no Paraná, próximo à fronteira entre Argentina e Brasil, no dia 15 de dezembro de 2011

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O Brasil elevou nesta quinta-feira suas previsões de produção de cereais e oleaginosas para a temporada 2016-17 a 234,3 milhões de toneladas, o que marcaria um recorde histórico e um aumento de 25,6% em relação à colheita anterior.

Segundo as estimativas de maio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total deveria aumentar para 232 milhões de toneladas em 2016-2017, o que já seria um recorde considerando-se as 186,6 milhões de toneladas do ano passado.

O aumento das previsões foi empurrado pela soja e pelo milho, que representam mais de 90% dos grãos produzidos no Brasil e cuja produção aumentaria 19,4% e 41%, respectivamente, em relação à temporada anterior.

A produção de soja chegaria agora a 113,9 milhões de toneladas, enquanto a de milho seria de 93,8 milhões, somando a primeira colheita (30,3 milhões de toneladas) e a segunda (63,5 milhões), indicou a Conab.

Esta "super colheita" se explica pelo aumento de 3,7% em um ano da superfície dedicada aos cultivos, estimada agora em 60,5 milhões de hectares, e pelo aumento dos meios de produção derivados das boas condições climáticas.

Com essa produção histórica, Brasil deve aumentar consideravelmente suas exportações. Assim, as projeções de venda de soja são de 63,5 milhões de toneladas, uma alta de 16,8% em relação à colheita anterior, estimou a Conab apoiando-se no último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, publicado em maio.

As previsões de venda de milho ao exterior são de 26 milhões de toneladas, frente aos 18,9 milhões do ano passado, um volume que não deveria ter novo aumento, já que as negociações no mercado internacional (também as negociações antecipadas) se encontram "bloqueadas" segundo a Conab.

As reservas de milho devem assim mais que duplicar até chegar a 20,23 milhões de toneladas frente aos 8 milhões anteriores, outro recorde.

A Conab indica que as colheitas de arroz e feijão devem registrar alta de 14,4% e de 34,9% em relação à temporada anterior, chegando a 12,1 e 3,4 milhões de toneladas respectivamente.

O Brasil é o segundo produtor de soja e o terceiro de milho do mundo.

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