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(Arquivo) Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, no dia 29 de maio de 2012

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A inflação acumulada em doze meses no Brasil foi de 2,71% em junho, sua menor marca desde 1999, segundo o IBGE. O resultado dá força à previsão de cortes mais agressivos das taxas de juros do país.

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) teve alta de 0,24% em relação a junho, quando o país registrou sua primeira queda mensal de preços (-0,23%) desde 2006, apontou o órgão. Em julho de 2016, o IPCA registrou alta de 0,52%.

Nos primeiros sete meses de 2017, o índica acumula alta de 1,43%, contra 4,96% no mesmo período do ano passado.

A inflação acumulada em 12 meses está abaixo da meta do Banco Central (BC), de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A desaceleração brutal do IPCA confirma a saída de um ciclo de inflação elevada (+10,67% em 2015 e + 6,29% em 2016) combinada à pior recessão da história do país.

A redução da alta dos preços contrasta com a parcimoniosa recuperação econômica, o que atende às expectativas do mercado de o BC acelerar os cortes da taxa básica de juros, a fim de estimular os investimentos e o consumo.

A taxa Selic, atualmente em 9,25%, pode cair até 7,50% neste ano, segundo estimativa da pesquisa Focus semanal, realizada pelo BC com economistas e investidores. Na semana passada, a aposta era de 8%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC já fez sete cortes seguidos da Selic. Em outubro passado, a taxa era de 14,25%.

AFP