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Brasil descarta intervir militarmente na Venezuela

(Arquivo) O vice-presidente Hamilton Mourão afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. janeiro 2019 - 11:32
(AFP)

O Brasil reconhece o presidente interino autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, mas descarta participar de uma eventual ação militar para remover o regime do presidente Nicolás Maduro, declarou nesta quarta-feira o vice-presidente, Hamilton Mourão.

"O Brasil não participa de intervenção. Não é da nossa política externa intervir nos assuntos internos de outros países", disse o general Mourão, que ocupa a presidência na ausência de Jair Bolsonaro, que participa do Fórum Econômico Mundial de Davos.

Um alto funcionário do governo do presidente americano, Donald Trump, declarou que "todas as opções" serão consideradas caso o regime de Maduro utilize a força contra membros da Assembleia Nacional, controlada pela oposição.

O Itamaraty anunciou que o Brasil "apoiará política e economicamente o processo de transição para que a democracia e a paz social retornem à Venezuela".

Segundo Mourão, o apoio político é "exatamente a decisão que foi tomada pelo presidente" de reconhecer Guaidó como o novo líder da Venezuela.

Diante do eventual aumento do número de refugiados venezuelanos, Mourão declarou: "Estamos preparados. Estamos recebendo todo mundo lá (em Roraima). O pessoal do Exército está desdobrado lá. Nós montamos um campo de acolhimento, com todas as normas internacional. Outras organizações também estão participando. Então tem condições, né? Estão entrando em torno de 400, 500 pessoas por dia. Já teve dia que entrou 800".

Estados Unidos, Brasil e outros dez países do Grupo de Lima - Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru - reconheceram Guaidó como o novo presidente da Venezuela.

Os três membros do bloco que não se somaram a esta decisão foram México, Guiana e Santa Lúcia.

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