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(Arquivo) Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, no dia 29 de maio de 2012

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O Brasil alcançou um superávit comercial recorde de 36,219 bilhões de dólares no primeiro semestre de 2017, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira. O resultado contrasta com as dúvidas acerca da recuperação econômica após dois anos de recessão.

O saldo da primeira metade do ano foi o melhor desde que foi iniciada uma nova medição em 1989. Ele se escorou no superávit de junho, que somou 7,195 bilhões de dólares e se tornou o segundo melhor mês dos últimos 27 anos, disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Entre janeiro e junho, as exportações totalizaram 107,714 bilhões de dólares (alta de 19,3% interanual) e as importações, 71,495 bilhões de dólares.

O superávit do primeiro semestre foi 53,1% superior ao do mesmo período do ano passado, com forte crescimento das vendas externas de bens básicos (+27,2%) e semimanufaturados (+17,5%). As exportações de bens manufaturados aumentaram 20,1%.

O intercâmbio comercial brasileiro cresceu consistentemente e é a base para a melhora do saldo da conta corrente nos últimos três meses.

Em junho, as exportações totalizaram 19,788 bilhões de dólares (+23,9% em relação ao mesmo mês de 2016), e as importações, 12,593 bilhões (+3,3%).

No acumulado de 12 meses, o superávit alcança 60,252 bilhões de dólares, muito superior aos 41,108 bilhões registrados entre julho de 2015 e junho de 2016.

Os operadores do mercado apostam que o excedente comercial vá fechar 2017 em 58,750 bilhões de dólares, segundo a última enquete do Banco Central, que superaria o atual recorde de 47,692 bilhões de dólares do ano passado.

O Brasil está saindo da pior recessão de sua história após perder mais de 7% da sua riqueza entre 2015 e 2016.

A economia expandiu 1% no primeiro trimestre desse ano em relação ao trimestre anterior, mas a grave crise política enfrentada pelo presidente Michel Temer gera incertezas sobre o futuro econômico do país.

AFP