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(Arquivo) Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, no dia 29 de maio de 2012

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O Brasil terminou maio com superávit da conta corrente de 2,884 bilhões de dólares, fechando o terceiro mês seguido com saldo positivo sustentando pelo salvo favorável recorde da balança comercial, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira.

O saldo é mais que o dobro de maio de 2016, que registrou superávit de 1,186 bilhão, e quase duas vezes a estimativa do BC, de 1,5 bilhão.

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a conta ainda tem déficit de 616 milhões de dólares. Mas o valor é melhor que no mesmo período de 2016, quando o déficit chegava a 5,998 bilhões.

Em 12 meses, o déficit acumulado chega a 18,1 bilhões, equivalente a 0,96% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo do 1,06% que registrou em abril, quando o superávit da conta corrente chegou a 1,153 bilhão de dólares.

A projeção para 2017 é de um déficit de 24 bilhões (1,19% do PIB), indicou Fernando Rocha, chefe-adjunto do BC.

O bom resultado da balança comercial impulsionou o índice mais uma vez. Em maio, o superávit foi de 7,419 bilhões de dólares, e o acumulado no ano é de 27,973 bilhões de dólares, contra 18,617 bilhões de dólares no mesmo período de 2016.

O Brasil recebeu 2,926 bilhões de dólares em investimentos estrangeiros diretos (IED) em maio, frente a 6,148 bilhões no mesmo mês do ano anterior. De janeiro a maio, os IED somaram 32,456 bilhões - 2,5 bilhões a mais que no mesmo período de 2016.

Em 2017, o BC manteve sua projeção de entrada de 75 bilhões.

As reservas internacionais do país somaram 377,7 bilhões de dólares em maio, 1,4 bilhão a mais que abril.

O cenário econômico no Brasil é incerto devido à grave crise política que o país enfrenta. O presidente Michel Temer, acusado de corrupção, tenta aprovar um programa de medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas e recuperar a confiança dos investidores.

AFP