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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante discurso em Caracas, em 5 de julho de 2017

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O Brasil pediu nesta segunda-feira ao governo venezuelano que cancele a convocatória à Assembleia Constituinte, depois de mais de sete milhões de cidadãos rejeitarem, segundo a oposição, a iniciativa em um plebiscito simbólico celebrado neste domingo.

As regras da Constituinte "violam o direito ao sufrágio universal e ao próprio princípio de soberania popular", afirmou a chancelaria brasileira em um comunicado.

"O elevado nível de participação no plebiscito organizado ontem, dia 16, pela Assembleia Nacional foi mostra inequívoca da vontade do povo venezuelano de pronta restauração do estado democrático de direito no país", acrescentou o Itamaraty.

A Venezuela vive uma forte convulsão, com protestos que deixam 95 mortos desde 1º de abril, e uma das piores crises econômicas de sua história, que asfixia a população com uma severa escassez e inflação de três dígitos.

Segundo a coalizão opositora venezuelana Mesa da Unidade Democrática (MUD), que organizou o plebiscito sem o aval do poder eleitoral, cerca de 7,2 milhões de venezuelanos votaram contra o presidente Nicolás Maduro e sua convocatória a uma Assembleia constituinte, cujos integrantes serão eleitos em 30 de julho.

No domingo, uma mulher morreu e outras três pessoas ficaram feridas em um ataque com armas de fogo contra eleitores em um bairro popular do oeste de Caracas.

O Brasil condenou esses episódios e voltou a pedir a "restauração das competências da Assembleia Nacional" - o Parlamento, hoje de maioria opositora - e a "libertação de todos os presos políticos".

O governo brasileiro espera que o resultado do plebiscito leve a "uma negociação efetiva a favor da paz e da democracia na Venezuela".

AFP