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(Arquivo) Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, no dia 29 de maio de 2012

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O Brasil saiu da pior recessão de sua história após registrar o segundo crescimento trimestral consecutivo em abril-junho (+0,2%), graças ao impulso do setor de serviços e ao consumo das famílias, segundo dados divulgados nesta sexta-feira.

Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no período abril-junho foi de 0,3%, depois de 12 exercícios negativos, informou a IBGE.

No primeiro trimestre, a economia surpreendeu com um crescimento de 1%, rompendo uma série de oito trimestres negativos que tinham gerado um retrocesso acumulado de 7,2% do PIB entre 2015 e 2016.

O primeiro crescimento foi baseado quase exclusivamente na forte expansão (de mais de 13%) do setor agropecuário e nas exportações, estimuladas pelo aumento do preço das commodities.

O fim da super colheita, a crise política e as dificuldades do país para gerenciar seus déficits levantaram dúvidas sobre a possibilidade de uma segunda expansão trimestral, definição técnica de fim da recessão.

A estimativa média de 18 analistas consultados pelo jornal Valor Econômico era de um crescimento trimestral nulo (0%).

Os operadores de mercado consultados semanalmente pela pesquisa Focus do Banco Central preveem um crescimento de 0,39% em 2017 e de 2% em 2018.

"Não vamos a ter um resultado brilhante neste ano", mais ainda assim a economia brasileira está demonstrando sua "resiliência", em "um ambiente político agitado e ainda cheio de incertezas", disse à AFP Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas.

- Retomada do mercado interno -

No exercício abril-junho, o principal motor da economia foi o setor dos serviços, que representa mais de dois terços na composição do PIB, com um aumento trimestral de 0,6% (frente a um crescimento nulo no primeiro trimestre).

A indústria recuou 0,5% (+0,9% no primeiro trimestre) e o setor agrícola, depois da super colheita que assegurou seus resultados no começo do ano, ficou estagnado (0%).

Pelo lado da demanda, destaca-se o crescimento do consumo das famílias (+1,4%), em contraposição aos gastos do governo (-0,9%) e aos investimentos (-0,7%).

O consumo das famílias também registrou uma alta na comparação em ritmo anual, de 0,7%, pela primeira vez depois de nove exercícios negativos.

"Este resultado foi influenciado pela evolução de alguns indicadores macroeconômicos ao longo do trimestre, como a desaceleração da inflação, a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial", apontou o IBGE em uma nota à imprensa.

Esse análise vai ao encontro da publicação na quinta-feira de estatísticas que mostraram uma surpreendente queda do desemprego pelo quarto mês consecutivo, embora a melhora se deva sobretudo ao setor informal. No trimestre encerrado em julho, havia 13,3 milhões de pessoas em busca de trabalho, depois de ter superado a barreira dos 14 milhões de desempregados em março.

"Começamos a ver um PIB que não depende de um só setor. A recuperação é tímida, mas um pouco mais disseminada, com alguma reação de outros setores", disse à AFP o analista Ignácio Crespo, da Guide Investimentos.

- À espera por investimentos -

Os investimentos parecem ser o principal ponto fraco da reativação, com um retrocesso de 0,7% trimestral e de 6,5% interanual.

Temer se encontra na China, onde participará da cúpula dos BRICS e pretende atrair capitais para os quase 60 projetos de privatizações e concessões anunciadas em agosto para as áreas de energia, infraestruturas e transportes.

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AFP