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(Arquivo) O ministro da Defesa, Raúl Jungmann, durante entrevista à AFP, em Brasília, no dia 25 de novembro de 2016

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O ministro brasileiro da Defesa, Raúl Jungmann, reúne-se na próxima terça-feira (31) com seu contraparte colombiano, em Manaus, para estabelecer novos procedimentos de segurança na fronteira, por onde temem a entrada de armas de rebeldes das Farc.

Em novembro passado, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) assinaram um acordo de paz com o governo, no qual se comprometeram a se desarmar e a retornar à vida civil em um prazo de seis meses.

Mas 5% dos guerrilheiros não vão aderir ao processo de paz, segundo estimativas do governo colombiano, e o Brasil teme que suas armas acabem nas mãos de criminosos do outro lado da fronteira.

"Existem alguns dissidentes das Farc que não estão dispostos a entrar nesse processo de paz, e há um temor, justificado ou não, de que parte desse arsenal possa migrar para as nossas cidades", disse Jungmann em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (27), em Brasília.

O ministro antecipou que se reunirá com autoridades colombianas da Defesa em Manaus, na próxima terça-feira, com o objetivo de criar um "protocolo" para combater conjuntamente o tráfico de armas e de drogas na fronteira.

O tráfico fronteiriço preocupa especialmente o Brasil, que enfrenta uma grave crise em seu sistema penitenciário, com confrontos sangrentos entre facções rivais.

A superlotação das penitenciárias facilita que grupos criminosos introduzam armas, drogas e celulares nas prisões e comandem suas operações de dentro dessas instituições. Essa situação implodiu no começo de 2017, quando foi registrado um confronto sangrento entre duas facções rivais.

Depois da onda de violência que deixou cerca de 140 mortos, muitos decapitados, em três grandes presídios do país, o governo mobilizou as Forças Armadas para rastrear objetos proibidos nas prisões e patrulhar Natal, onde também houve graves distúrbios relacionados com a crise carcerária.

Esta semana, mais de 300 militares entraram na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Roraima, palco de um dos massacres, para fazer uma varredura em busca de armas, explosivos, celulares e drogas.

AFP